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Segurança Pública

25º BPM alerta para golpes com uso de IA, spoofing e dados de processos judiciais

Estelionatários abandonam abordagens genéricas e cruzam dados públicos com IA para obter informações detalhadas sobre as vítimas e aplicar golpes

Publicado em 10/09/2026 às 16:44

O 25º BPM reforça que a população deve desconfiar de cobranças emergenciais feitas por telefone ou aplicativos de mensagens (Foto: Portal da Cidade Umuarama/ Gabriel Rocha)

O 25º Batalhão de Polícia Militar (25º BPM) alerta a população sobre a evolução dos golpes digitais e das fraudes eletrônicas. Segundo a corporação, criminosos estão utilizando recursos tecnológicos, incluindo inteligência artificial (IA), além de informações reais disponíveis publicamente, para tornar as abordagens cada vez mais convincentes.

De acordo com o alerta divulgado pela Seção de Comunicação Social do 25º BPM, os estelionatários deixaram de lado abordagens genéricas e passaram a cruzar dados públicos com ferramentas de IA para obter informações detalhadas sobre as vítimas.

Golpistas usam processos judiciais reais

Uma das modalidades que mais chama a atenção envolve falsos advogados, servidores da Justiça e até supostos juízes. Os criminosos consultam dados públicos de processos judiciais em andamento e, posteriormente, entram em contato com as partes envolvidas.

Durante a abordagem, eles apresentam informações verdadeiras sobre o processo e afirmam que houve a liberação de valores, como indenizações ou precatórios. Em seguida, solicitam pagamentos via Pix, alegando que seriam necessários para custas processuais ou taxas de liberação.

O 25º BPM reforça que a população deve desconfiar de cobranças emergenciais feitas por telefone ou aplicativos de mensagens, especialmente quando envolvem transferências para a liberação de supostos valores judiciais.

Número de telefone também pode ser falsificado

Outro recurso utilizado pelos criminosos é o chamado spoofing, tecnologia que permite mascarar o número de origem de uma chamada. Com isso, o telefone exibido na tela pode ser semelhante ou até idêntico ao número de um escritório de advocacia, banco, fórum ou órgão público.

Por esse motivo, a Polícia Militar orienta que a população não considere o número apresentado na tela como garantia de que a ligação é legítima.

Falso familiar e sites clonados

Os golpes também podem ocorrer por aplicativos de mensagens. Em uma das estratégias, os criminosos utilizam fotos e informações de familiares para entrar em contato com a vítima, alegando que trocaram de número ou que estão enfrentando alguma emergência.

Outra modalidade envolve sites clonados, links maliciosos e anúncios falsos. As páginas podem ser utilizadas para capturar senhas e outros dados, enquanto ofertas de produtos ou bens por valores muito abaixo do mercado são usadas como isca para atrair vítimas.

Polícia orienta população a desligar e confirmar informações

Diante de uma ligação ou mensagem envolvendo cobrança urgente, pedido de Pix ou suposta liberação de dinheiro, a recomendação do 25º BPM é desligar e realizar a confirmação por um canal independente.

No caso de um suposto contato de advogado, por exemplo, a orientação é procurar o profissional por meio de um número de telefone que já era conhecido anteriormente, sem utilizar contatos fornecidos durante a abordagem suspeita.

Antes de realizar qualquer Pix, a vítima também deve conferir atentamente o nome completo e o CPF ou CNPJ do destinatário exibidos no aplicativo bancário.

A Polícia Militar ainda reforça que bancos não solicitam senhas, códigos de validação recebidos por SMS ou transferências para supostos “Pix de teste” ou procedimentos de estorno.

Caiu no golpe? Veja o que fazer

Quem for vítima de uma fraude deve procurar o banco o mais rápido possível. A instituição financeira poderá acionar o Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Pix e tentar bloquear ou recuperar o dinheiro transferido.

Também é importante preservar todas as provas, incluindo conversas, áudios, capturas de tela, comprovantes de Pix e números utilizados pelos criminosos.

Por fim, a vítima deve registrar um Boletim de Ocorrência na Delegacia Eletrônica da Polícia Civil ou procurar a unidade policial mais próxima. O registro é importante para auxiliar nas investigações.

Fonte: Portal da Cidade Umuarama

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