dermatologia
Psoríase é uma doença crônica e intermitente que compromete a qualidade de vida
Relativamente comum e não contagiosa, ainda há muito preconceito em relação à doença e seus sintomas
Publicado em
21/09/2021 às 15:00
Atualizado em
A psoríase é uma doença crônica que atinge cerca de 2,6 milhões de pessoas no Brasil, de acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). A etiologia ainda não foi totalmente elucidada, mas está relacionada a uma predisposição genética, fatores ambientais, estresse e questões imunológicas.
A enfermidade atinge homens e mulheres igualmente, principalmente na faixa dos 30 a 40 anos e 50 a 70 anos.
Sintomas
A psoríase é caracterizada pela presença de manchas róseas ou avermelhadas, cobertas por escamas esbranquiçadas. Ocorre de forma intermitente, ou seja, apresenta ciclos de melhora e piora.
É importante ressaltar que a doença não é contagiosa. Também é importante saber que é frequente sua associação com outras comorbidades, como artrite psoriática, doenças cardiometabólicas (ex: Obesidade, Diabetes, Hipertensão Arterial e doenças do coração), ansiedade e depressão.
O paciente com psoríase pode apresentar os seguintes sintomas:
Coceira (ocorre em até 80% dos casos)
Dor
Queimação
Pele ressacada e rachada, por vezes com sangramento
Unhas grossas, com sulcos, descoladas ou com depressões
Inchaço e rigidez nas articulações
Existem vários subtipos de Psoríase. Em geral, as regiões mais afetadas são:
Couro cabeludo
Cotovelos
Joelhos
Costas
Nádegas
Palma das mãos
Planta dos pés
Dobras da pele, inclusive dos genitais
Unhas
Tratamento
Apesar de não apresentar cura, atualmente existem diversas opções terapêuticas que permitem a manutenção da qualidade de vida. O tratamento adequado vai depender do tipo e gravidade de psoríase que o paciente apresenta. O que funciona bem para uma pessoa não necessariamente funcionará para outra, dessa forma, o tratamento da psoríase é individualizado.
Apenas um tratamento com um especialista devolverá a qualidade de vida ao paciente. Nos casos leves, hidratar a pele, aplicar medicamentos tópicos apenas na região das lesões e exposição diária ao sol, nos horários adequados e seguros, são suficientes para melhorar o quadro clínico e promover o desaparecimento dos sintomas. Em casos mais extensos e graves, são necessário medicamentos de ação sistêmica. Se você sofre com alguns desses sintomas, procura um médico dermatologista.
Dra. Cristianne de Macêdo Corrêa
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Fonte: Dra. Cristianne de Macêdo Corrêa - CRM 36.932 | RQE
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