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Em Umuarama

Conselho de Medicina investiga conduta do caso que resultou na morte de Tayana Lopes

Envolvidos negam erro médico, enquanto investigações da Polícia Civil seguem em curso para apurar responsabilidades

Publicado em 28/08/2026 às 15:43

CRM-PR vai fiscalizar clínica; polícia e prefeitura também apuram caso de paciente de 37 anos, falecida na segunda-feira (24) (Foto: Reprodução)

Uma sindicância foi anunciada pelo Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) para apurar a conduta do profissional envolvido no caso de Tayana Cristina Lopes de Toledo, de 37 anos, morta cinco dias após realizar exames em uma clínica de Umuarama.

Além da abertura do processo de apuração, o Conselho determinou uma fiscalização na instituição de saúde onde o atendimento ocorreu. Segundo o CRM-PR, caso sejam constatadas infrações éticas, as penalidades previstas variam de advertência confidencial até a cassação do exercício profissional, conforme a gravidade apurada.

Na esfera policial, a 7ª Subdivisão Policial de Umuarama confirmou que as investigações sobre o caso continuam em andamento. A corporação optou por não divulgar detalhes das diligências realizadas até o momento, para não comprometer o andamento do procedimento investigativo.

Linha do tempo do atendimento

Tayana morreu na manhã de segunda-feira (24), cinco dias após passar por exames de ressonância magnética em uma clínica de Umuarama, realizados na quarta-feira (19), por volta das 10h30. Segundo relatos da família, a paciente começou a apresentar mal-estar após o procedimento.

A Secretaria Municipal de Saúde informou que Tayana procurou o Pronto Atendimento por volta das 19h30 daquele mesmo dia, recebeu atendimento médico e, após estabilização inicial do quadro, foi encaminhada pelo Samu a uma unidade hospitalar, onde não resistiu e morreu na segunda-feira seguinte.

Clínica nega relação com sedação e explica procedimento

O CARD – Centro Avançado de Radiodiagnóstico, onde os exames de imagem foram realizados, divulgou nota afirmando que não realiza procedimentos de anestesia ou sedação, atuando exclusivamente no diagnóstico por imagem. Segundo a clínica, pacientes encaminhados pela rede pública de Umuarama que precisam de sedação são atendidos por médico anestesiologista disponibilizado pela S.A.U. – Serviço de Anestesiologia Umuarama.

A instituição afirmou ainda que Tayana havia sido encaminhada pelo município para a realização dos exames e que a documentação médica apresentada indicava a necessidade de sedação para o procedimento. De acordo com a nota, uma médica anestesiologista participou do atendimento, sendo responsável pela avaliação pré-procedimento e pela realização da sedação. A clínica também informou que existe registro médico do procedimento, autorização da paciente para a sedação e monitorização, além de registro de alta ambulatorial após o atendimento do dia 19 de agosto.

Médica nega falha e cita sigilo profissional

A médica Ana Cláudia Abdo Lopes, identificada na nota divulgada à imprensa como responsável pela sedação, também se manifestou sobre o caso. Ela declarou que não houve erro médico ou falha assistencial e que os procedimentos adotados seguiram os protocolos técnicos e os padrões da profissão. A médica afirmou que, em razão do sigilo profissional e da proteção de dados da paciente, informações do prontuário, diagnósticos e demais dados clínicos não podem ser divulgados publicamente.

Secretaria de Saúde analisa prontuário

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que está analisando integralmente o prontuário médico de Tayana para avaliar os procedimentos adotados e a evolução do atendimento prestado. Até o momento, não há conclusão oficial sobre a causa da morte ou sobre eventual relação entre o óbito e os procedimentos realizados durante o exame. Tanto a apuração administrativa do CRM-PR quanto a investigação policial seguem em andamento, sem prazo definido para conclusão.

Fonte: Portal da Cidade Umuarama

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