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Empresas de estofados em Umuarama têm R$ 54 milhões a receber da Casas Bahia

Umaflex, Hellen e Cama Inbox figuram entre credores do grupo em recuperação judicial; diretor fala ao Portal da Cidade sobre o impacto no setor

Publicado em 25/08/2026 às 17:38

Três empresas de Umuarama figuram como credoras do Grupo Casas Bahia (Foto: Portal da Cidade Umuarama/Gabriel Rocha)

O Grupo Casas Bahia protocolou oficialmente um pedido de recuperação judicial na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. O processo envolve uma dívida declarada de aproximadamente R$ 17,3 bilhões e atinge cerca de 19,4 mil credores em todo o país, entre eles três empresas de Umuarama.

Credores são pessoas físicas ou jurídicas às quais uma empresa deve algum tipo de pagamento — no caso de uma recuperação judicial, geralmente fornecedores, bancos, funcionários e prestadores de serviço que venderam produtos ou serviços e ainda não receberam o valor correspondente.

Quando uma companhia como o Grupo Casas Bahia entra com pedido de recuperação judicial, esses credores passam a integrar uma lista oficial no processo, na qual são detalhados os valores devidos a cada um, e o pagamento das dívidas fica sujeito às regras definidas pela Justiça ao longo da recuperação.

Empresas de Umuarama entre as credoras

Segundo o processo, três empresas de Umuarama figuram como credoras do Grupo Casas Bahia. A Umaflex Móveis e Colchões tem a receber R$ 24,5 milhões, a Hellen Móveis e Colchões é credora de R$ 15,7 milhões, e a Cama Inbox aparece com valor de R$ 11,8 milhões. Somadas, as três dívidas totalizam um prejuízo de R$ 54 milhões para empresas da cidade.

Empresário relata mudança de estratégia comercial

O diretor de relações industriais da Hellen Estofados, Ismael Palma Bicaio, afirmou que a empresa já vinha se preparando para um possível cenário de dificuldades financeiras da rede varejista. Segundo ele, o setor de móveis enfrenta um momento desafiador há alguns anos, agravado por juros elevados e pela dependência do crédito parcelado oferecido por grandes redes.

"Não sei se a queda veio unicamente do crescimento das vendas virtuais, mas o varejo físico sofreu bastante. Nas grandes cidades, já não vemos as lojas físicas fortalecidas como antes. O mercado enfrentou um cenário complexo nos últimos cinco ou seis anos, impulsionado por juros muito altos e instabilidade econômica. Redes como a Casas Bahia dependem imensamente da concessão de crédito — do carnê e do boleto —, o que tornou a situação ainda mais delicada", afirmou.

Bicaio explicou que a Hellen Estofados adotou medidas preventivas diante do cenário. "Na Hellen Estofados, prevendo esse cenário para não 'segurar a batata quente' sozinhos, buscamos nos resguardar diversificando produtos e pulverizando as vendas. A queda da Casas Bahia já era algo desenhado internamente. Quando os pagamentos começaram a atrasar, adotamos uma postura cautelosa: reduzimos o volume dos pedidos — por exemplo, cortando uma demanda de 4.000 peças pela metade — e passamos a priorizar o atendimento aos clientes regionais do interior", relatou.

Outras empresas não se manifestaram

O Portal da Cidade Umuarama também procurou representantes da Umaflex e da Cama Inbox para obter um parecer sobre a dívida com o Grupo Casas Bahia, mas as empresas não puderam retornar até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestação.

Fonte: Portal da Cidade Umuarama

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