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Investigação

Operação Zeitgeist inclui Umuarama em mandados de busca sobre vídeos de abordagens

Buscas em 12 municípios apuram repasse de imagens de violência; 12 militares foram afastados do serviço operacional

Publicado em 19/10/2026 às 16:18
Atualizado em

Investigação da Corregedoria-Geral apura envio de vídeos de abordagens a página que vendia acesso a conteúdo completo; Gaeco apoiou a ação (Foto: Polícia Militar)

A Operação Zeitgeist cumpriu 28 mandados de busca e apreensão em 12 municípios do Paraná, incluindo Umuarama, na sexta-feira (16). A ação foi conduzida pela Corregedoria-Geral da Polícia Militar (PMPR) e investiga a divulgação de imagens de violência e abuso de autoridade em abordagens. Doze policiais militares foram afastados das atividades operacionais, e três pessoas foram presas em flagrante.

Investigação começou em junho após denúncia

Segundo a PM, a operação desta semana é um desdobramento da investigação aberta em junho. Na época, a Corregedoria-Geral recebeu a denúncia de que um perfil no Instagram, chamado “militardoparana”, publicava fotos e vídeos de violência durante abordagens policiais.

De acordo com a corporação, há indícios de que policiais militares repassaram imagens de pessoas detidas, feridas ou em situação de vulnerabilidade. Também teriam sido repassados registros feitos dentro de viaturas e unidades policiais, durante o atendimento de ocorrências no estado.

A investigação aponta que o administrador do perfil é um homem de 22 anos, que não é policial e não teve o nome divulgado. Ele publicava trechos dos vídeos na página, que tinha cerca de 23 mil seguidores. O acesso às versões completas era vendido por meio de um grupo no Telegram. O perfil foi desativado depois da repercussão do caso, e o grupo foi excluído.

Policiais afastados e papel do Gaeco

O subcomandante-geral da PMPR, Paulo Siloto, disse que parte dos 12 policiais afastados aparece nos vídeos e outros participavam de grupos de mensagens em que o material circulava. Entre os afastados está um oficial em cargo de liderança. Segundo Siloto, os policiais foram identificados como autores do envio das imagens à página, e a apuração continua para chegar a outros envolvidos.

O subcomandante afirmou que o conteúdo mostrava violência contra pessoas, principalmente moradores de rua e indivíduos em ocorrências, e expunha tanto as vítimas quanto a imagem da instituição.

A ação decorre de um Inquérito Policial Militar instaurado pela Corregedoria-Geral e teve apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Três prisões e material apreendido

Durante o cumprimento dos mandados, três pessoas foram presas em flagrante: duas por porte irregular de munição e uma por porte ilegal de arma de fogo. A PM não informou, nos dados divulgados, se essas pessoas têm relação direta com a apuração das imagens.

As equipes apreenderam 26 celulares, três notebooks, um tablet, três pendrives, dois HDs e um cartão de memória, além de uma arma de fogo e munições de calibres variados. Os equipamentos devem passar por análise.

Mandados foram cumpridos em 12 cidades

Além de Umuarama, as buscas ocorreram em Curitiba, São José dos Pinhais, Pinhais, Almirante Tamandaré, Cerro Azul, Guarapuava, Pato Branco, Mandaguaçu, Nova Esperança, Paranavaí e Francisco Beltrão.

Fonte: Portal da Cidade Umuarama

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