Propósito
Pais dão asas ao galope do sonho e adolescente projeta brilhar na Prova de Três Tambores
Embora ainda não tenha a própria montaria, Ana Júlia Castilho esbanja garra e dedicação nos treinos semanais
Publicado em
29/08/2026 às 15:55
Atualizado em
O galope ritmado e a poeira levantando marcam os treinos semanais de Ana Júlia Castilho. Aos 14 anos, a adolescente esbanja garra, elemento que sabe ser crucial para a meta que traçou: se destacar na Prova de Três Tambores, uma das modalidades mais emocionantes e democráticas do cenário equestre nacional.
A dinâmica soa simples, em um primeiro momento: três tambores, dispostos em triângulo, formam um percurso em formato de trevo (cloverleaf). O conjunto cavalo-amazona deve contornar cada tambor em 360 graus — podendo iniciar pelo lado direito ou esquerdo — e cruzar a linha de chegada no menor tempo possível.
Originária dos Estados Unidos no final da década de 1940, a modalidade nasceu como espaço de protagonismo feminino no rodeio. No Brasil, chegou no início dos anos 1970, junto com a importação e o boom do cavalo Quarto de Milha. Atualmente, é presença obrigatória em grandes eventos, como a Expo Umuarama.
Apoio dos pais
Ana conta com o indispensável respaldo dos pais. A mãe, Cleysse, é auxiliar de serviços gerais e técnica em enfermagem. O pai, Marcos, pintor.
Conexão
O que aparenta ser empecilho, o fato de ainda não ter o próprio cavalo, está mais para elemento motivacional. Treina com afinco e dedica boa parte do tempo livre a ajudar nas tarefas do Centro Equestre Umuarama, na Estrada Dias. "Gosto de tudo o que envolve o tratamento dos animais. Além de seguir com a Prova dos Três Tambores, tenho como sonho cursar Medicina Veterinária", revela a garota.
Nos treinos, além da disciplina, salta aos olhos a conexão com a montaria. Inicia, repete o percurso, corrige detalhes como a posição das pernas e estabelece a relação que precisa ser afinadíssima para a obtenção de resultados expressivos.
O vínculo é total. Depois do treino, ela escova o cavalo, verifica os cascos, conversa com ele. A mãe acompanha, próxima e com entusiasmo. "Sei que não demorará para que a Ana tenha seu próprio cavalo ou égua. Acredito que isso será possível a partir de uma série de participações em competições. Ela está pronta e não mediremos esforços para transformar esse sonho, acalentado desde os 7, 8 anos, em realidade", complementa.
Histórias como a de Ana Júlia se multiplicam pelo território nacional. Em Goiás, no Mato Grosso do Sul e em outros Estados, garotas e garotos de 4 a 18 anos enchem as categorias mirins e jovens. A modalidade evoca valores preciosos em qualquer formação, como disciplina e respeito ao animais. Atributos que certamente serão úteis em todas as etapas da vida.
Leia também:
O galope das meninas umuaramenses que sonham alto nas pistas do interior
Fonte: Portal da Cidade Umuarama
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