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Manual imobiliário

Valorização imobiliária em Umuarama acompanha expansão de novos condomínios na cidade

Crescendo na vertical, setor registra recorde de metragens aprovadas e diversas obras em diferentes regiões, o que não anula as dificuldades

Publicado em 29/09/2026 às 12:18
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Da Construtora Novo Teto, o Zahara Club Residence é um dos lançamentos imobiliários de alto padrão mais imponentes (Foto: Portal da Cidade Umuarama/Gabriel Rocha)

Umuarama tem para um futuro breve a expectativa de contar com novos condomínios que elevarão o patamar de moradia na cidade. Novos edifícios estão transformando o perfil urbano do município, impulsionados pela aprovação de mais de 214 mil metros quadrados em projetos autorizados pela Diretoria de Planejamento Urbano da Prefeitura ao fim de 2025.

O volume supera os totais dos dois anos anteriores — que registraram 171 mil m² em 2024 e 161 mil m² em 2023 —, mantendo uma média mensal de 17,8 mil metros quadrados de ampliações, reformas e construções aprovadas.

Os empreendimentos que estão saindo do papel

O aquecimento do setor é impulsionado pelo surgimento de novos empreendimentos verticais de médio e alto padrão em regiões estratégicas da cidade. Entre as novidades do portfólio da Imobiliária e Construtora Morena, anunciante no Portal da Cidade Umuarama, estão o Vivare Residence e o Studio Top Life, ambos com obras em andamento.

Projeto do Studio Top Life

Já a Construtora Novo Teto, também anunciante parceira do Portal, desenvolve na Zona I o Zahara Club Residence, projeto focado no conceito garden e visão 360° com torre prevista para 32 andares e mais de 100 metros de altura. No Jardim Araxá, a Lançoni Construtora prepara o lançamento do residencial Villa Rica, que se destaca no mercado de Umuarama por equilibrar conforto familiar, espaços amplos e uma estrutura de lazer completa.

Villa Rica



Também estão em andamento o Reserva Hause, da Quadra 1, com 17 pavimentos e área de lazer de 2.400 m² — incluindo rooftop, sky bar e espaço fitness; o Infinity Home Club, da Destro Construtora, na avenida Rotary, em fase avançada de obras, com unidades de até 264 m² privativos e 14 áreas de lazer integradas; e o Royal Porto Dourado, da LBX, com infraestrutura voltada a beach tennis, pool bar e lavanderia coletiva.

Ednilson dos Santos Lançoni, da Lançoni Construtora

Mercado transformado

O perfil do comprador mudou. A busca por condomínios fechados — sejam de apartamentos ou de casas — cresceu significativamente por entregar segurança, áreas de lazer completas e melhor aproveitamento do espaço. Para quem compra para morar ou para investir, esse modelo tornou-se infinitamente mais atrativo do que uma casa de rua tradicional.

Ednilson dos Santos Lançoni, da Lançoni Construtora

Desafios para viabilizar as finanças

O ritmo de lançamentos verticais convive com obstáculos que afetam o setor como um todo. A força de trabalho da construção civil tem, em média, 41 anos, e a dificuldade de contratação de novos profissionais eleva os salários pagos pelas construtoras — fator que, segundo estimativas do setor, encarece o custo total de uma grande obra em cerca de 3%.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que mede a variação dos custos de insumos e mão de obra, também acumula altas, com pressão sobre o preço de materiais como aço e cimento. Some-se a isso o custo do crédito: com taxas de financiamento habitacional acima de 11% a 12% ao ano, as parcelas ficam mais caras no longo prazo, o que reduz o poder de compra da classe média e pode frear a velocidade de vendas das unidades de médio padrão entre os novos empreendimentos.

Um mercado em expansão, mas com equilíbrio vulnerável

O mercado imobiliário de Umuarama vive um momento de contradições produtivas. Há capital disponível para investir e demanda real por moradia de qualidade — o que sustenta o avanço dos lançamentos verticais. Mas as construtoras enfrentam, ao mesmo tempo, dificuldades operacionais, pressionadas pela escassez de mão de obra qualificada, e um ambiente de crédito que ainda limita o acesso de parte da população ao financiamento habitacional.

O desafio do setor é transformar o aquecimento atual em vendas concretas — e garantir que a nova skyline de Umuarama chegue aos compradores que ela pretende alcançar.

Fonte: Lucas Chagas/Portal da Cidade Umuarama

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