Interesses públicos
Umuarama terá projeto completo de recapeamento asfáltico no próximo ano, afirma Scanavaca
Prefeito também falou sobre obras no Bosque do Índio, radares previstos para novembro e novo viaduto no trevo do Parque de Exposições
Publicado em 23/10/2026 às 12:28
Recapeamento asfáltico em ruas de Umuarama será executado a partir de 2027, segundo o prefeito Fernando Scanavaca, que afirmou não ter conseguido recursos para o serviço neste ano. O anúncio foi feito na manhã desta sexta-feira (23), em encontro entre o chefe do Executivo e profissionais da imprensa, promovido pela Prefeitura por meio da Secretaria Municipal de Comunicação Social. O Portal da Cidade Umuarama acompanhou a conversa.
O objetivo da reunião foi fortalecer o diálogo entre a Administração Municipal e os jornalistas. Em ambiente descontraído, o prefeito apresentou atualizações sobre investimentos, obras, saúde, educação, mobilidade urbana e desenvolvimento econômico, e respondeu a perguntas sobre a gestão e os projetos futuros.
Buracos e projeto de recapeamento
Questionado sobre os buracos no asfalto, tema de muitas reclamações, Scanavaca atribuiu o problema ao excesso de chuva e à infiltração de água no pavimento. Segundo ele, o volume registrado ficou 200 mm acima do previsto e o problema atinge todo o Paraná. O prefeito também citou a qualidade do asfalto antigo, feito, nas palavras dele, “sem a qualidade necessária no passado”.
Para explicar o processo, o prefeito comparou o asfalto a uma obturação mal feita. “Quando você detona a capa do asfalto, ela fica solta. É mais ou menos aquela história de colocar uma obturação sem limpar direito: ela vai cair”, afirmou. Ele disse que, a cada três a cinco dias de chuva, “a cidade vira uma buraqueira só”, porque o peso dos veículos empurra a água para dentro dos buracos e aumenta a pressão sobre o pavimento.
Scanavaca também apontou um fator ligado às residências. Segundo ele, as rampas que moradores constroem na entrada das garagens desviam a água da sarjeta para o meio da pista. “Todas as ruas que estão destruídas estão assim porque a água veio pelo meio da pista em vez de ir pelo meio-fio”, disse. Por isso, quando o recapeamento começar, a Prefeitura não pretende manter essas rampas. “Ou o morador rebaixa o meio-fio, ou não tem jeito, porque se mantiver a rampa é jogar dinheiro fora.”
Sobre o cronograma, o prefeito foi direto. “A partir do ano que vem, vamos saber fazer o recapeamento do jeito certo. Este ano não consegui recursos para isso, mas no ano que vem faremos esse projeto”, declarou. Ele afirmou ainda que, nos pontos recapeados no ano passado, o asfalto segue em boas condições.
Obras no Bosque do Índio seguem paradas por causa da chuva
Sobre as obras no Bosque do Índio, Scanavaca explicou que o projeto foi alterado após uma descoberta durante a escavação. Ao abrir a rua para instalar a tubulação, a equipe encontrou duas galerias de 1,5 metro que não constavam no projeto. Será necessário construir uma caixa de concreto para ligar a tubulação que chega à que segue para dentro do Bosque.
Mesmo com aditivo de secagem rápida, o concreto precisa de oito dias para a cura, enquanto o intervalo sem chuva tem sido de cerca de cinco dias. “Quem tem coragem de abrir duas galerias de um metro e meio nessas condições? A empreiteira está com medo de abrir”, afirmou. Segundo ele, a água vem da região alta do São Francisco, passa pelo estádio e converge para o local.
A obra está parada há duas semanas. O prefeito disse que se reuniu com a empreiteira nesta semana e apresentou duas alternativas: assumir o risco de abrir a rua ou suspender temporariamente o serviço. “Eu não tenho culpa do tempo”, declarou, ao comentar as críticas feitas nas redes sociais.
O serviço envolve escavações no cruzamento das avenidas Castelo Branco, Flórida e Parigot de Souza, com bloqueio parcial da passagem de veículos e interdição total de trechos das avenidas Flórida e Parigot de Souza. A Prefeitura estima que o volume de chuva chegou a cerca de 345 mm em pouco mais de 30 dias.
Radares: início das multas na segunda quinzena de novembro
Os novos radares instalados na cidade ainda não estão em funcionamento. A previsão do secretário de Segurança, Trânsito e Mobilidade Urbana, Valdecir Gonçalves Capelli, é que passem a registrar infrações na segunda quinzena de novembro.
Ao defender os equipamentos, Scanavaca rebateu as críticas de que a medida teria fins arrecadatórios. “Toda a via está sinalizada com placas e marcações no asfalto. Mandei pintar a palavra ‘RADAR’ na pista para deixar claro que não se trata de ‘indústria da multa’, mas de segurança”, afirmou.
O prefeito citou o impacto no atendimento de saúde. Segundo ele, o Samu atende em média 3,5 acidentes de moto por dia no município. “A vítima de trânsito ocupa a vaga de quem chega infartado ou precisa de uma cirurgia de emergência”, disse.
Também houve referência ao transporte coletivo. Scanavaca informou que a Prefeitura remove lombadas consideradas desnecessárias, como as instaladas antes e depois de pontos de ônibus, para reduzir o consumo de diesel e o tempo de viagem. Segundo ele, algumas linhas circulam a média de 11,6 km/h. A Prefeitura aporta cerca de R$ 380 mil por mês para manter a tarifa em R$ 4. Com a frota nova e o trânsito mais fluido, a expectativa é atrair passageiros e reduzir o subsídio.
Além dos radares, o município instalará painéis que mostram a velocidade instantânea dos veículos. O prefeito relatou flagrantes de motoristas a 140 km/h na Avenida Portugal, além de rachas e abusos com patinetes.
Loteamentos, viaduto e educação infantil
Sobre loteamentos, Scanavaca disse que a análise e a aprovação de projetos têm sido mais minuciosas, devido a aprovações de anos anteriores que acabaram trazendo prejuízos. Ele mencionou ações civis públicas contra loteadores, com valores que vão de R$ 500 mil a cerca de R$ 5 milhões, como no caso do parque industrial.
O prefeito também tratou de reunião com a concessionária EPR sobre o viaduto no trevo do Parque de Exposições. A Prefeitura busca negociar a construção já em 2027, enquanto a previsão da concessionária é 2028.
Na educação infantil, o objetivo é zerar a fila por vagas de 0 a 3 anos. No Jardim Aeroporto (Parque Metropolitano), as obras do novo CMEI Tipo 1 contam com repasse de R$ 3,9 milhões do governo federal. Os bairros Parque Caiuá e Zona VI (Avenida Goiânia) receberão creches por meio de convênio de R$ 7,6 milhões com o Governo do Estado. O cronograma inclui ainda projetos para o Jardim Colorado e o Jardim Nova América, este último voltado à região do São Cristóvão.
No ensino fundamental, a prioridade é concluir a Escola do Parque dos Ipês, com estrutura praticamente finalizada, que fortalecerá o ensino em tempo integral.
Fonte: Portal da Cidade Umuarama
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