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Saúde

Primeiro caso de sarampo é confirmado no Paraná após 20 anos

Paciente de 41 anos viajou em julho para São Paulo, cidade que está com mais de 900 casos confirmados da doença

Postado em 08/08/2019 às 09:37 |

As complicações decorrentes do sarampo são mais graves em crianças menores de cinco anos e podem causar meningite, encefalite e pneumonia (Foto: Ilustrativa)

A Sesa informa que os exames para comprovação do vírus de sarampo confirmaram que uma moradora da região metropolitana de Curitiba está com a doença. Paciente de 41 anos viajou em julho para São Paulo, cidade que está com mais de 900 casos confirmados da doença. 

Depois de 20 anos, o primeiro caso confirmado de sarampo no Paraná teve a certificação nesta quarta-feira (07) após a realização dos exames. A mulher, moradora de Campina Grande do Sul está em isolamento e os procedimentos de bloqueio vacinal seletivo nas pessoas que tiveram contato com ela foram realizados. A paranaense esteve em São Paulo entre 15 e 22 de julho e começou a apresentar os sintomas na sexta-feira (2).

O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto alerta para a prevenção da doença. “Eu, como profissional médico, me preocupo com os cuidados à saúde e especialmente com a prevenção. O sarampo já estava extinto em nosso Estado e não podemos deixar que contamine mais pessoas por aqui e a doença volte a atingir grande número de paranaenses. Por isso peço que as pessoas sigam rigorosamente o calendário de vacinação indicado pelo Ministério de Saúde”.

A diretora e Atenção e Vigilância em Saúde, Maria Goretti David Lopes, explica que é possível bloquear a contaminação pelo vírus. “Como temos essa primeira confirmação de caso importado de São Paulo, o que devemos fazer é atualizar as carteiras de vacinação para quem ainda não está imunizado. Esta é a melhor forma de controlar o vírus e não deixar que ele avance no Estado”.

Além dessa confirmação a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) acompanha outros dois casos de pessoas com suspeita de sarampo. Nessa situação, enquanto os resultados dos exames não ficam prontos é realizado o bloqueio vacinal preventivo nas pessoas que tiveram algum tipo de contato, o monitoramento de sintomas do paciente suspeito e o isolamento domiciliar ou hospitalar.

“Pedimos para que todos os profissionais de saúde fiquem atentos aos sintomas e notifiquem a Vigilância Epidemiológica municipal os casos suspeitos para que possamos acionar as medidas necessárias para o bloqueio vacinal seletivo nos contatos suscetíveis após exposição e também possamos avaliar as carteiras de vacinação de todos os contatos. Como a contaminação é pelo ar, qualquer contato com uma pessoa doente é um risco alto de transmissão”, esclarece a coordenadora de Vigilância Epidemiológica, Acácia Maria Lourenço Francisco Nasr.

A vacina contra o sarampo integra o calendário nacional de vacinação. A primeira dose é aplicada aos 12 meses de vida e a segunda dose aplicada aos 15 meses na vacina tetra viral que sarampo, rubéola, caxumba e varicela/catapora. Quem tem até 29 anos deve receber duas doses para a imunização. Para a população entre 30 e 49 anos, o indicado é que recebam uma dose da vacina tríplice viral. Pessoas imunodeprimidas, acima 50 anos ou mulheres grávidas não devem tomar a vacina.

A indicação do Ministério da Saúde é que crianças de seis meses a menores de um ano de idade que vão se deslocar para municípios que apresentem surto ativo de sarampo devem ser vacinadas contra a doença pelo menos 15 dias antes da data da viagem. Assim, no caso específico do Paraná, para crianças que estão nessa faixa de idade e forem deslocadas para Campina Grande do Sul, devem ser vacinadas. Essa dose será contabilizada como extra e a criança deverá receber mais duas doses, uma aos 12 meses e outra com 15 meses de idade. 

Os profissionais da área da saúde devem ser vacinados com as duas doses da tríplice viral até os 49 anos, independente se atuam na atenção primária, secundária ou terciária. 

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