Nesta terça-feira
PF deflagra Operação Aliança II contra contrabando e lavagem em lojas de Umuarama
Ação é desdobramento de ofensiva que prendeu cinco policiais militares em março; alvos foram eletrônicos e celulares
Publicado em 23/06/2026 às 08:53
Umuarama foi um dos alvos principais da Operação Aliança II, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nas primeiras horas desta terça-feira (23). A ação consistiu em uma ampla ofensiva para desarticular uma organização criminosa de alta complexidade investigada pelos crimes de contrabando, descaminho e lavagem de dinheiro, tendo como foco estabelecimentos comerciais de eletrônicos e celulares no município. A operação mobilizou agentes federais em diferentes regiões do Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo.
Ao todo, as equipes cumpriram 20 mandados de busca e apreensão e 14 mandados de prisão preventiva, além de ordens de bloqueio e sequestro de bens e valores financeiros pertencentes aos investigados. Todas as determinações judiciais foram expedidas pela Vara da Justiça Federal de Guaíra (PR), visando reunir novos elementos de prova e desestruturar o braço financeiro do grupo.
A operação contou com o apoio estratégico da Receita Federal do Brasil e da Corregedoria da Polícia Militar do Paraná. Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram registrados dois flagrantes de contrabando e descaminho — um deles em Umuarama e o outro no estado de São Paulo —, além de uma ocorrência por posse ilegal de arma de fogo.
Conexão com prisão de policiais militares
Esta segunda fase é decorrente direta de outra ação realizada em março deste ano, que resultou na prisão de cinco policiais militares acusados de envolvimento no esquema de contrabando em Umuarama e região.
O grupo de militares investigados possui a seguinte estrutura:
- 25º Batalhão de Polícia Militar (25º BPM): Três militares da ativa foram detidos, sendo um lotado na sede em Umuarama e outro no Destacamento de Icaraíma.
- Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFron): Um dos detidos integra a 4ª Companhia do batalhão.
- Custódia: Todos os cinco policiais permanecem presos e recolhidos em um presídio militar localizado na Região Metropolitana de Curitiba.
As investigações apontam que a organização criminosa possuía uma logística complexa e contava com a suposta conivência desses agentes públicos para facilitar a entrada clandestina de mercadorias pela fronteira e garantir a livre circulação das cargas ilícitas pelas rodovias da região Noroeste até centros de distribuição.
Foco no sufocamento financeiro
Além de retirar os principais articuladores de circulação, o foco principal da Polícia Federal e da Receita Federal nesta fase é o sufocamento patrimonial da quadrilha. O bloqueio judicial de contas bancárias, imóveis e veículos busca impedir a lavagem de capitais e garantir a eventual reparação dos prejuízos fiscais causados aos cofres do poder público.
A PF informou que os materiais, documentos e aparelhos celulares apreendidos nas lojas e residências nesta manhã serão analisados e novas fases da operação não estão descartadas à medida que as investigações prosseguirem.
Fonte: Portal da Cidade Umuarama
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