Justiça
Julgamento de homicídio no Sonho Meu vai ao Tribunal do Júri nesta sexta, em Umuarama
Acusado responde por morte de mulher em dezembro de 2024; outro réu é denunciado por furto de celular da vítima antes da chegada da polícia
Publicado em
15/10/2026 às 17:04
Atualizado em
O julgamento de um homicídio ocorrido em Umuarama em dezembro de 2024 será realizado nesta sexta-feira, dia 16, pelo Tribunal do Júri. O réu Adilson da Silva Ramos, de 38 anos, responde pela morte de Maria Aparecida Santana da Silva, ocorrida em uma residência do Conjunto Habitacional Sonho Meu.
Segundo a denúncia do Ministério Público, o crime aconteceu por volta da 1h do dia 22 de dezembro de 2024, na rua Haroldo de Campos. A acusação sustenta que a vítima recebeu 46 golpes de faca e morreu no local. O laudo de exame de necropsia apontou os ferimentos como causa da morte.
Motivação apresentada na denúncia
De acordo com a denúncia, Adilson confessou o crime em depoimento extrajudicial e afirmou que o desentendimento começou após a compra de drogas. Ele relatou ter pago R$ 200 à vítima por duas pedras de crack, mas alegou ter recebido uma quantidade correspondente a apenas R$ 20.
Conforme a versão apresentada ao Ministério Público, o acusado teria voltado à residência para comprar mais duas pedras e, após novo desentendimento sobre o valor, iniciado a agressão. A acusação classifica o crime como homicídio qualificado, por motivo fútil e por ter sido praticado com recurso que dificultou a defesa da vítima.
Adilson foi preso em 22 de julho de 2025, durante a Operação Sinergia, em frente à residência dele, no Jardim das Garças. Segundo as informações do caso, ele já possuía antecedentes por roubo e receptação e residia no mesmo bairro da vítima à época do fato. A prisão preventiva foi solicitada pela Polícia Civil após a investigação e expedida pela 2ª Vara Criminal de Umuarama, com parecer favorável do Ministério Público.
Segundo réu responde por furto
O processo também envolve João Carlos Aparecido Dias, de 41 anos, denunciado pelo furto do celular da vítima. Conforme a acusação, ele teria subtraído o aparelho, marca Itel, modelo A70, após ver um homem saindo da residência com as roupas manchadas de sangue e antes da chegada dos policiais.
A denúncia informa que João Carlos acionou a polícia, mas teria levado o celular antes da chegada das equipes. O aparelho foi localizado em 10 de janeiro de 2025 com uma mulher, que declarou tê-lo comprado do denunciado naquela semana por R$ 500. João Carlos responde, em tese, pelo crime de furto qualificado. Ele não é acusado de participação no homicídio.
O que acontece no julgamento
No julgamento desta sexta-feira, serão ouvidas 11 testemunhas, considerando os dois fatos apresentados na denúncia. O Tribunal do Júri é responsável por analisar crimes dolosos contra a vida, como o homicídio, e decidir se o réu será condenado ou absolvido.
Até a decisão final, os réus são considerados inocentes, conforme garante a Constituição Federal. O processo segue o rito especial do júri, previsto no Código de Processo Penal, com análise das provas, depoimentos e alegações da acusação e da defesa.
Fonte: Portal da Cidade Umuarama
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