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Polícia Federal

Operação Nerovino mira venda de vinho argentino sem imposto e faz buscas em Umuarama

25 mandados foram cumpridos em cinco estados e no DF contra grupo suspeito de trazer bebida sem pagar tributos

Publicado em 15/10/2026 às 09:44
Atualizado em

Justiça Federal também determinou o sequestro de veículos e imóveis ligados aos investigados. A medida (Foto: Polícia Federal)

Umuarama é um dos alvos da Operação Nerovino, deflagrada nesta quinta-feira (15) pela Polícia Federal (PF) contra uma organização criminosa suspeita de trazer vinhos da Argentina ao Brasil sem pagar tributos federais. A ação cumpre 25 mandados de busca e apreensão expedidos pela 23ª Vara Federal de Curitiba.



A PF investiga a entrada clandestina, o armazenamento, a distribuição e a venda das bebidas no país. O material divulgado pela corporação não detalha o que está sendo cumprido em Umuarama.

Onde as buscas acontecem

Os mandados são cumpridos em municípios de cinco estados e do Distrito Federal. No Paraná, além de Umuarama, estão Curitiba, São José dos Pinhais, Pinhais, Fazenda Rio Grande, Ampére e Foz do Iguaçu. No Rio de Janeiro, as buscas ocorrem em Volta Redonda, Campos dos Goytacazes e Niterói. Em Goiás, em Goiânia e Rio Verde, e no Espírito Santo, em Vila Velha e Vitória. Também há mandados em Teresina (PI) e em Brasília (DF).

Como o grupo atuaria

A investigação começou depois de uma ação policial que apreendeu cerca de 4.200 garrafas de vinho estrangeiro em um depósito na Região Metropolitana de Curitiba.

Segundo a PF, o grupo trazia os vinhos argentinos ao Brasil de forma irregular, transportava as bebidas e as distribuía a revendedores de vários estados. Para isso, teria usado empresas de fachada, contas bancárias de terceiros e notas fiscais com informações falsas.

Sequestro de bens e apoio da Receita

A Justiça Federal também determinou o sequestro de veículos e imóveis ligados aos investigados. A medida busca impedir a dispersão de patrimônio que, segundo a investigação, teria sido comprado com dinheiro das atividades ilegais.

A PF identificou indícios de que bens eram registrados em nome de familiares e de terceiros, para esconder os verdadeiros donos e dificultar a fiscalização. A Receita Federal apoiou a operação em um dos alvos, onde havia suspeita de depósito de mercadorias estrangeiras que entraram irregularmente no país.

Crimes investigados

Conforme a participação de cada um, os investigados poderão responder por descaminho, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Fonte: Portal da Cidade Umuarama

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