Portal da Cidade Umuarama

Operação Insidiae

Golpe contra idosos em loja de telefonia causou prejuízo de R$ 100 mil, diz delegado

Delegado orienta famílias de clientes atendidos desde agosto a checar contas; polícia apura quem sacava o dinheiro

Publicado em 08/10/2026 às 17:49
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Segundo o delegado, o caso teve início com o registro de um boletim de ocorrência por uma das vítimas (Foto: Portal da Cidade Umuarama/Gabriel Rocha)

Golpe contra idosos em uma loja de telefonia de Umuarama causou prejuízo estimado em cerca de R$ 100 mil a três vítimas identificadas até agora, segundo o delegado Thiago Araium Pinheiro, do setor de Crimes Patrimoniais. Em entrevista coletiva nesta quinta-feira (8), após a deflagração da Operação Insidiae, ele afirmou que há outras vítimas que ainda não sabem que foram lesadas.

Como a investigação começou

Segundo o delegado, o caso teve início com o registro de um boletim de ocorrência por uma das vítimas. Ela percebeu que valores haviam sido transferidos de sua conta para terceiros após ter ido à loja, onde foi fotografada. Dos cerca de R$ 100 mil de prejuízo, R$ 70 mil são dessa vítima. Outra perdeu cerca de R$ 15 mil, e um terceiro caso envolve um empréstimo de quase R$ 15 mil liberado sem o conhecimento da vítima.

“Com o decorrer das investigações, descobrimos outras vítimas, e foi possível representar judicialmente pelas cautelares e desencadear essa operação de hoje”, explicou. A polícia conta com o apoio de equipes de inteligência e de instituições financeiras.

Vítimas tinham 70 anos ou mais e eram escolhidas pelo grupo

De acordo com Pinheiro, o grupo selecionava idosos. Entre as vítimas identificadas há pessoas de 70 anos ou mais. A polícia diz ter encontrado, em conversas entre os investigados, comentários sobre quem seria alvo. “Eles combinando: ‘essa aí, vamos atacar essa?’, ‘essa parece ser mais esperta’, ‘essa parece que tem dinheiro’”, relatou o delegado. Segundo ele, os primeiros delitos foram registrados a partir de agosto.

Dinheiro passava de vítima para vítima antes do saque

O delegado detalhou como os valores circulavam. Os investigados não transferiam o dinheiro entre si: os valores iam de conta de vítima para conta de vítima e, depois, eram sacados e divididos. Há informações de que nenhum dos investigados fazia o saque pessoalmente, e que eles pagavam outro integrante para isso. A polícia ainda não identificou essa pessoa.

Sobre o perfil dos envolvidos, Pinheiro disse que três eram funcionários da loja, um homem e duas mulheres, e que uma das participantes atuava à distância. Segundo ele, a análise inicial dos celulares não encontrou ligação do gerente com os crimes. Passaram vários gerentes pela loja no período. A extração completa dos aparelhos ainda será feita.

Próximos passos e orientação às famílias

O flagrante foi autuado nesta quinta, mas já havia inquérito em andamento. A polícia quer concluir a apuração, verificar se há outros participantes e pedir novas medidas cautelares para rastrear o caminho do dinheiro, o que poderá levar à responsabilização de quem sacava os valores.

Idosos que frequentaram a loja desde agosto, ou seus familiares, devem conferir as contas bancárias, principalmente as do Banco Itaú. O delegado também orienta entrar em contato com a CloudWalk, instituição financeira que, segundo ele, procura as vítimas, para saber se há contas abertas em nome ou CPF da pessoa sem seu conhecimento. Segundo ele, muitas vítimas não perceberam o desfalque, e os mais vulneráveis costumam depender de ajuda para usar o celular.

Fonte: Portal da Cidade Umuarama

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