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Agosto Lilás

Professora do IFPR de Umuarama promove 2ª campanha de combate à violência contra a mulher

Iniciativa busca despertar nos alunos uma percepção atenta da realidade através da contextualização

Publicado em 31/07/2026 às 07:05
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Segundo a docente, o ambiente escolar não deve ser um espaço indiferente a aspectos sociais, mas sim um território de debates, de reflexões (Foto: Divulgação)

Professora de Língua Portuguesa do Instituto Federal do Paraná (IFPR), Leila Pontes promove a segunda campanha de combate à violência contra a mulher no campus Umuarama.

A ação, dedicada à conscientização e ao enfrentamento à violência contra a mulher, soma-se ao movimento Agosto Lilás e está vinculada ao NUGEDIS (Núcleo de Gênero e Diversidade Sexual). Essa prática se refere a primeira etapa de 2026, a qual foi desenvolvida com os alunos do primeiro ano do curso de Informática, ensino médio.

Segundo a professora, o ambiente escolar não deve ser um espaço indiferente a aspectos sociais, mas sim um território de debates, de reflexões para além dos conteúdos, sem, contudo, negligenciá-los. Assim, e justamente por isso, considera a importância de um trabalho de Língua Portuguesa contextualizado, capaz de promover, nos alunos, uma percepção atenta da realidade.

É com essa perspectiva de ensino que ela articulou o gênero notícia a realidades de violências cotidianas, que afetam o universo feminino. Nesse sentido, Pontes afirma que, após explicar a função e a estrutura da notícia, orientou os alunos a entrevistarem mulheres vítimas de violência doméstica, que aceitassem falar de suas dores, de suas tristes experiências.

De acordo com a docente, mais difícil do que se apropriar da estrutura textual proposta, para os alunos, foi encontrar mulheres que se sentissem à vontade para expor o que sofreram. Nesse sentido, um ponto fundamental do trabalho consistiu em muitos alunos descobrirem que a violência doméstica (tão fortemente presente em nossa sociedade) não é algo distante deles.

Pelo contrário, muitas tias, avós e mães foram, de alguma forma e em algum momento, vítimas. “Uma aluna chegou pra mim chocada. Ela foi falar para a mãe sobre o trabalho e a mãe confessou ter sofrido violência doméstica. A menina não sabia desse fato, nunca antes tinham falado sobre isso”, ressalta a docente.

Descobrir que a violência contra a mulher pode estar muito perto afetou, segundo ela, profundamente a escrita dos estudantes, pois a partir dessa percepção da realidade se colocaram como agentes sociais e a escrita da notícia tornou-se denúncia contra atrocidades que devem ser combatidas.

Nesse sentido, o texto jornalístico deixou de ser mero objeto de estudo e passou a ser uma possibilidade de conscientização, despertando luta e empatia. A experiência real e o debate produtivo geraramu a indignação necessária para a mudança: meninos e meninas, ao observarem a dor do próximo, repensaram sua postura em uma sociedade machista e violenta, entendendo que não devem naturalizar, reproduzir ou aceitar atitudes opressoras.

“A sala de aula pode e deve ser um lugar de reflexão, de luta e de resistência, de desconstrução de preconceitos. Um lugar que leve as novas gerações a romperem com ciclos de violência”, complementa Pontes.

O resultado da ação pode ser conferido AQUI.

Fonte: Portal da Cidade Umuarama

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