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Sob investigação

Polícia Civil de Umuarama apura 14 denúncias de golpe financeiro contra advogada

Vítimas relatam calotes em empréstimos e cheques; autoridade policial mantém sigilo das diligências

Publicado em 24/07/2026 às 14:48

Advogada é ouvida em inquérito que apura fraudes milionárias em Umuarama (Foto: Portal da Cidade Umuarama/Gabriel Rocha)

A Polícia Civil de Umuarama instaurou diferentes procedimentos investigativos para apurar a conduta de uma advogada suspeita de aplicar golpes em dezenas de moradores da cidade. Conforme informado pela corporação, pelo menos 14 boletins de ocorrência já foram formalizados na delegacia contra a profissional até o momento.

As denúncias envolvem supostos prejuízos financeiros de alto valor. Entre os relatos apresentados pelas vítimas aos investigadores estão transações frustradas na compra de cheques, empréstimos não pagos, negociações financeiras informais e fraudes que teriam atingido inclusive amigos e familiares da suspeita. Todos os registros policiais atualmente em apuração foram efetuados ao longo do ano de 2026.

Depoimento prestado e versão da investigada

Ao longo desta quinta-feira (23), a Polícia Civil detalhou que a advogada já foi interrogada em um dos procedimentos em andamento. Durante o depoimento prestado às autoridades, a mulher negou ter agido com a intenção deliberada de praticar estelionato ou golpes. Ela alegou que o inadimplemento das obrigações ocorreu em razão de severas dificuldades financeiras.

A investigada reconheceu a existência das dívidas, afirmou que vem buscando meios para quitá-las gradualmente e negou que esteja ocultando patrimônio ou planejando deixar o país. A Polícia Civil ressalta, no entanto, que a versão apresentada reflete apenas o posicionamento da defesa da suspeita e que todas as alegações serão confrontadas com os demais elementos de prova e depoimentos colhidos no inquérito policial.

OAB não emitirá nota e diligências prosseguem

A subseção de Umuarama da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) informou que não irá se manifestar institucionalmente neste momento. De acordo com a entidade, apesar de a investigada possuir registro na Ordem, os supostos atos ilícitos relatados não foram praticados no exercício direto da advocacia.

As diligências policiais continuam para esclarecer a dinâmica dos fatos, mapear a extensão total dos prejuízos e responsabilizar os envolvidos. Por força do sigilo que envolve as apurações, novos detalhes não foram divulgados pela Polícia Civil, e o inquérito segue sem data para encerramento.

Fonte: Portal da Cidade Umuarama

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