Saúde
Fimose em crianças: quando a cirurgia é realmente necessária?
Urologista explica indicações, alternativas e segurança do procedimento mais comum da infância masculina
Publicado em
26/07/2025 às 06:06
Atualizado em
Por mais comum que seja, a palavra fimose ainda causa dúvidas e insegurança em muitos pais e responsáveis. Estima-se que cerca de 96% dos recém-nascidos do sexo masculino apresentem aderência fisiológica do prepúcio, condição que tende a se resolver naturalmente com o crescimento. Mas quando isso não ocorre ou surgem complicações, a avaliação urológica especializada pode ser indicada.
O urologista Ítalo Fioravanti Júnior, mestre em Clínica Cirúrgica e atuante no atendimento a crianças e adolescentes, explica que, antes de qualquer decisão cirúrgica, o primeiro passo é sempre conversar com o pediatra. “A maioria dos casos é avaliada inicialmente pelo pediatra, que observa a evolução natural e faz o encaminhamento ao urologista quando necessário”, afirma.
Em muitos casos, o tratamento pode ser conservador, com uso de pomadas à base de corticoide, aplicadas localmente, sob orientação médica. Esse tipo de abordagem pode ajudar a liberar o anel prepucial e permitir a exposição adequada da glande.
No entanto, há situações em que a cirurgia, conhecida como postectomia, é recomendada. “Quando o prepúcio é muito fechado e impede a higienização adequada, aumentam os riscos de infecções urinárias e da pele local. Isso pode se tornar uma situação delicada para a criança e fonte de muita preocupação para a família”, alerta o especialista.
Quando operar?
De acordo com o Dr. Ítalo, a cirurgia pode ser realizada a partir dos dois anos de idade, sempre levando em conta a avaliação individual de cada caso. “É um procedimento simples, de pele, realizado em ambiente seguro, com anestesia local e sedação supervisionada. O tempo médio do procedimento é de 20 minutos. A recuperação costuma ser rápida e tranquila, quando seguidas as orientações pós-operatórias”, explica.
A fimose patológica, quando não tratada, pode trazer consequências não apenas na infância, mas também na vida adulta, como dor, desconforto e maior risco de infecções de repetição. “O objetivo não é apenas resolver um problema local, mas promover saúde, bem-estar e qualidade de vida para a criança”, reforça o médico.
O especialista lembra que o tema ainda é rodeado de mitos e desinformação, o que pode gerar hesitação ou receio por parte dos responsáveis. “A conversa com profissionais qualificados é fundamental para esclarecer dúvidas e tomar a decisão mais adequada para cada caso. O acompanhamento respeitoso, técnico e humano faz toda a diferença nesse processo”, conclui.
Fonte: Portal da Cidade Umuarama
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