Em Perobal
Carro de servidora de Umuarama morta a tiros no MS foi apreendido com 6,2 kg de crack
Hyundai Tucson de Mônica Cordeiro tinha droga em fundo falso, aponta investigação da PM
Publicado em 17/09/2026 às 08:58
Um veículo Hyundai Tucson registrado em nome de Mônica da Silva Cordeiro, servidora pública de Umuarama morta a tiros em Mundo Novo (MS) junto com o filho Allan Henrique Cordeiro dos Santos, foi localizado com 6,2 quilos de crack escondidos em um fundo falso. A apreensão foi feita pela Polícia Militar do Paraná em uma propriedade rural em Perobal, cidade onde a família residia.
Apreensão foi feita na terça-feira; ligação com a vítima só foi confirmada depois
A apreensão do veículo já havia sido divulgada na terça-feira (15), mas, no momento da ação, ainda não se sabia que o automóvel estava registrado em nome de Mônica — informação confirmada apenas posteriormente. Segundo a Polícia Militar, a ação ocorreu por volta das 13h desta terça-feira, na zona rural de Perobal, após o recebimento de denúncias sobre a presença do veículo no local.
Ao chegarem ao endereço indicado, os policiais notaram um forte odor característico de entorpecentes vindo do carro. A intervenção do cão policial, do Canil do 25º Batalhão, foi determinante para a descoberta: o animal sinalizou a presença de drogas no interior da estrutura do veículo, confirmando uma adulteração — um fundo falso instalado no assoalho — projetada especificamente para o transporte clandestino de entorpecentes.
O automóvel e a droga foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Umuarama, e as informações levantadas no Paraná já foram repassadas às autoridades de Mundo Novo (MS).
Descoberta conecta a hipótese de ligação com tráfico
A localização da droga no carro da vítima passou a integrar as linhas de investigação sobre o duplo homicídio, que já era apurado pela Polícia Civil de Mundo Novo. Mônica, de 41 anos, e Allan, de 26, tiveram os corpos encontrados em uma estrada rural que dá acesso à linha internacional entre o Mato Grosso do Sul e o Paraguai, distante 476 quilômetros de Campo Grande. Ambos foram mortos com tiros na nuca.
A perícia no local indicou que Mônica apresentava hematomas pelo corpo, o que levantou a suspeita de agressão física anterior à morte. Vestígios de gasolina encontrados no local também sugerem uma tentativa frustrada de queimar os corpos das vítimas. O caso segue registrado e investigado como homicídio qualificado pela Delegacia de Polícia Civil de Mundo Novo.
Fonte: Portal da Cidade Umuarama
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