Mistério
Goioerenses que iam para os EUA estão desaparecidos há um ano
As famílias esperam pelo milagre de que as pessoas desaparecidas possam estar vivas
Publicado em 06/11/2017 às 23:24
Após um ano do desaparecimento de 12 brasileiros que tentavam entrar ilegalmente nos Estados Unidos pelas Bahamas, entre eles dois moradores de Goierê e um morador de Mamborê (centro-oeste do Paraná), as famílias permanecem sem informações sobre o paradeiro de seus parentes.
O grupo de 12 brasileiros, junto com cinco dominicanos e dois cubanos, saiu das Bahamas no dia 6 de novembro, quando os goioerenses Sérgio Castelhani e Rosi Vaz mantiveram o último contato com a família, relatando que estavam partindo para os Estados Unidos.
Eles saíram do Brasil e foram até Nassau, capital das Bahamas, de onde supostamente partiram em um barco pesqueiro para a costa da Flórida, nos EUA.
Inicialmente foram aventadas diversas possibilidades para o desaparecimento do grupo, entre elas as de que os brasileiros estariam sendo mantidos em cárcere privado pelos coiotes, à espera de melhor hora para viajar; a de que teria ocorrido um naufrágio; e a de que eles teriam chegado aos Estados Unidos e estariam evitando manter contatos, para não despertar atenção das autoridades policiais dos EUA. Nenhuma dessas hipóteses se confirmou.
Atualmente as famílias esperam pelo milagre de que as pessoas desaparecidas possam estar vivas e cobram as autoridades para que haja um empenho maior na elucidação do caso.
O goioerense Robson Pereira, irmão de Sérgio Castelhani Pereira, é um dos que vivem esta angustia. Ele contou para o portal goionews que os familiares dos desaparecidos mantem um grupo em um aplicativo de mensagens e que todos estão muito angustiados, muito tristes “à espera de uma notícia, que nunca chega”.
Trajetória do casal
27 de outubro de 2016 – saíram de ônibus de Goioerê para São Paulo.
28 de outubro de 2016 – chegaram em São Paulo e pegaram um avião para Belo Horizonte, onde encontraram o “coiote”. À noite, foram para o Panamá. No mesmo dia, saíram com destino às Bahamas.
29 de outubro de 2016 – Chegaram às Bahamas.
31 de outubro de 2016 – mandaram mensagem falando que estava tudo bem.
2 de novembro de 2016 – em novas mensagens, falaram à família que estava tudo bem. Foi a última mensagem que Robson recebeu.
6 de novembro de 2016 – Rosinéia enviou uma mensagem para um familiar dela, que dizia "Estamos indo". Foi o último contato do casal.
Fonte: tnonline/GoioNews
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