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Segurança Pública

Megaoperação policial mira organização criminosa em cidades do Paraná e outros estados

A ação, realizada nesta quarta-feira (14), resultou na prisão de 106 pessoas e mobilizou mais de 500 policiais em três estados

Publicado em 14/10/2026 às 14:16
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O grupo é investigado por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e crimes violentos (Foto: Divulgação/ Polícia Civil)

A operação mobilizou mais de 500 policiais. As diligências contaram com a atuação de agentes de diversas unidades da PCPR, além do apoio da Polícia Militar do Paraná, da Polícia Penal do Paraná, da Polícia Civil de Santa Catarina e da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Cães farejadores também auxiliaram nas buscas.

Ao todo, foram cumpridos 92 mandados de prisão e 120 de busca e apreensão. Entre os presos está uma advogada de Realeza (PR), identificada durante a investigação por manter vínculos com a organização criminosa.

Os mandados foram cumpridos em Clevelândia, Pato Branco, Francisco Beltrão, Palmas, Coronel Vivida, Realeza, Santa Izabel do Oeste, Dois Vizinhos, Cascavel, Curitiba, Piraquara, Guarapuava, Laranjeiras do Sul, Capanema, Salto do Lontra, Santo Antônio do Sudoeste, Itaipulândia, Santa Helena, Barracão e Cruzeiro do Oeste, no Paraná, além de Abelardo Luz (SC), São Carlos e Cotia (SP).

Nos endereços alvos da operação, os policiais apreenderam celulares, um quilo de maconha, mais de 300 gramas de cocaína, 38 pés de maconha em uma estufa utilizada para o cultivo da planta, em Curitiba, três armas de fogo, munições e documentos. Os materiais ilícitos encontrados motivaram a prisão em flagrante de outras 14 pessoas.

A Justiça também autorizou a quebra do sigilo bancário das contas utilizadas pelo grupo e o acesso aos dados dos aparelhos eletrônicos apreendidos.

A investigação da PCPR teve início em Clevelândia, no Sudoeste do Paraná, a partir de crimes violentos atribuídos à organização criminosa no município, como tortura e cárcere privado de vítimas acusadas pelo grupo de “traição”. Os integrantes também cobravam dívidas relacionadas ao tráfico de drogas mediante ameaças e intimidação.

A PCPR apurou que o grupo transportava drogas entre municípios, utilizava depósitos para armazenar os entorpecentes e controlava pontos de venda a distância. As lideranças presas negociavam a compra e a distribuição de grandes quantidades de cocaína, crack e maconha, destinadas à revenda em diversas regiões, com preços tabelados.

A delegada da PCPR Alini Simadon explica que, ao rastrear a origem das ordens para a prática dos crimes, os policiais civis chegaram a celulares clandestinos apreendidos em uma penitenciária do Sudoeste do Paraná.

“Com os dados obtidos, foi possível revelar uma organização criminosa, e as ordens chegavam às ruas de dezenas de cidades do Paraná, de Santa Catarina e de São Paulo”, afirmou a delegada.

Movimentação financeira

Os valores obtidos com o tráfico de drogas eram movimentados por familiares de pessoas presas.

“Eram realizadas transferências via Pix para contas abertas em nome de terceiros sem ligação com os detentos. Os depósitos eram fracionados e os saques, rápidos, para dificultar o rastreamento”, complementou a delegada.

Além das contas bancárias, a investigação identificou uma empresa de fachada do ramo de transportes, utilizada para receber pagamentos referentes a cargas de drogas. Toda essa movimentação era registrada em planilhas de controle financeiro.

Fonte: Portal da Cidade Umuarama

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