Diligências
Caso de quádruplo homicídio em Icaraíma completa um ano e segue sob investigação
O crime, registrado em 5 de agosto de 2025, vitimou Alencar Gonçalves, Diego Henrique Affonso, Rafael Juliano Marascalchi e Robishley Hirnani
Publicado em
05/08/2026 às 09:35
Atualizado em
Nesta quarta-feira (5), completa-se um ano do quádruplo homicídio qualificado ocorrido na zona rural de Icaraíma. O crime, registrado em 5 de agosto de 2025, vitimou Alencar Gonçalves de Souza Giron, Diego Henrique Affonso, Rafael Juliano Marascalchi e Robishley Hirnani de Oliveira. Após as execuções, os corpos das vítimas foram ocultados.
Segundo as investigações, Diego Henrique Affonso, Rafael Juliano Marascalchi e Robishley Hirnani de Oliveira saíram do interior de São Paulo e chegaram a Icaraíma no dia 4 de agosto de 2025 para auxiliar Alencar Gonçalves de Souza Giron em uma cobrança de dívida relacionada à venda de uma propriedade rural, no valor de R$ 250 mil.
No dia seguinte, os quatro foram até o imóvel onde seria realizada a cobrança, mas desapareceram e não foram mais vistos.
Após mais de 40 dias de buscas, a Polícia Civil localizou o possível local do crime em uma propriedade rural de Icaraíma. Em setembro, a caminhonete das vítimas foi encontrada enterrada em uma estrutura clandestina e, dias depois, os corpos dos quatro homens foram localizados em uma área próxima. Perícias realizadas durante a investigação também apontaram vestígios de sangue em um veículo analisado.
Solidariedade às famílias e prioridade nas investigações
Em nota oficial, a Polícia Civil do Paraná (PCPR) manifestou profundo respeito à memória das vítimas e solidariedade aos familiares e amigos. A corporação destacou que a completa elucidação do caso e a responsabilização de todos os envolvidos seguem como prioridade institucional.
Investigação complexa e suspeita de atuação de grupo criminoso
Desde o desaparecimento das vítimas, o caso passou a ser tratado com máxima prioridade. As apurações apontam para a possível atuação de um grupo criminoso estruturado, com divisão de tarefas e influência na região, circunstância que contribuiu para a complexidade da investigação.
Crime planejado e tentativa de ocultação de provas
De acordo com a PCPR, os elementos reunidos durante a investigação indicam que o crime teria sido premeditado. As vítimas teriam sido atraídas para uma emboscada e executadas com o uso de armas de diferentes calibres.
Após o crime, houve a ocultação dos corpos e do veículo utilizado pelas vítimas em compartimentos subterrâneos clandestinos, além de ações para eliminar vestígios e dificultar a identificação dos responsáveis.
Força-tarefa e integração entre órgãos de segurança
A investigação mobilizou uma ampla força-tarefa ao longo do último ano. Sob coordenação da Polícia Civil e com apoio da Secretaria de Segurança Pública, participaram das ações equipes especializadas, incluindo o Grupo TIGRE, Polícia Militar, Polícia Científica, Corpo de Bombeiros, Força Nacional de Segurança Pública e órgãos do Estado de São Paulo.
Centenas de diligências e produção de provas
Durante o período, foram realizadas centenas de diligências, incluindo buscas em áreas rurais, levantamentos de inteligência, perícias complexas, análises balísticas, extração de dados de dispositivos eletrônicos, quebras de sigilo autorizadas pela Justiça e oitivas de testemunhas.
Também foi realizada a reconstrução cronológica da dinâmica do crime. O trabalho resultou em um amplo conjunto de provas, incluindo elementos periciais, documentais, testemunhais e digitais, que seguem sendo analisados pelas equipes responsáveis.
Suspeitos foram incluídos na lista da Interpol
No dia 6 de julho de 2026, a Polícia Civil do Estado do Paraná (PCPR), por meio da 7ª Subdivisão Policial de Umuarama e da Delegacia de Polícia de Icaraíma, informou que os investigados Antonio Buscariollo e Paulo Ricardo Costa Buscariollo passaram a constar oficialmente na lista de procurados da Interpol.
A inclusão dos nomes na lista internacional de buscas fez parte das medidas adotadas pelas autoridades para ampliar a procura pelos suspeitos e possibilitar a cooperação com órgãos de segurança de outros países.
Sem novas informações divulgadas
A Polícia Civil informou, por meio de nota divulgada nesta terça-feira (4), que, até o momento, não há fatos novos que possam ser divulgados publicamente. Dessa forma, permanecem válidas as informações oficiais apresentadas anteriormente.
Em nota, a instituição ressaltou: "Investigações dessa natureza exigem elevado rigor técnico, atuação integrada, persistência e aprofundamento contínuo dos elementos probatórios, especialmente quando envolvem organizações criminosas estruturadas, que utilizam mecanismos sofisticados para ocultação de provas e obstrução da persecução penal.
A Polícia Civil do Paraná seguirá empregando todos os meios legais, técnicos e científicos disponíveis para a completa elucidação dos fatos, reafirmando seu dever constitucional de combater o crime organizado, independentemente do grau de estrutura, poder econômico ou influência de seus integrantes."
Fonte: Portal da Cidade Umuarama
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