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Prisões preventivas

Polícia Civil conclui inquérito e indicia quatro investigados por homicídios em Icaraíma

Suspeitos da família Buscariollo estão presos e respondem por homicídio qualificado e ocultação de cadáver; autos foram ao Ministério Público

Publicado em 27/10/2026 às 08:40

De acordo com a polícia, as vítimas foram surpreendidas por uma emboscada e mortas a tiros, com armas de calibres diferentes. (Foto: Polícia Civil)

O quádruplo homicídio ocorrido em 5 de agosto de 2025, na zona rural de Icaraíma, região de Umuarama, teve o inquérito concluído pela Polícia Civil do Paraná (PCPR). Quatro investigados foram indiciados e, segundo a corporação, todos estão presos preventivamente. Os autos foram encaminhados ao Ministério Público, que vai analisar o caso.

O Inquérito Policial nº 245293/2025 apurou as mortes de Alencar Gonçalves de Souza Giron, Diego Henrique Afonso, Rafael Juliano Marascalchi e Robishley Hirnani de Oliveira. Foram indiciados Antônio Buscariollo, Paulo Ricardo Costa Buscariollo, Carlos Henrique Buscariollo e Carlos Eduardo Cândido Buscariollo.

Crimes atribuídos aos investigados

Os quatro foram indiciados por homicídio qualificado, por quatro vezes, e ocultação de cadáver, também por quatro vezes. Respondem ainda por associação criminosa e fraude processual. O enquadramento é nos artigos 121, § 2º, incisos I, III e IV; 211; 288; e 347 do Código Penal.

Segundo a PCPR, a investigação apontou indícios de planejamento prévio, divisão de tarefas e atuação coordenada de um grupo.

Como o crime teria ocorrido

De acordo com a polícia, as vítimas foram levadas a uma propriedade rural sob o pretexto de resolver uma controvérsia financeira, decorrente do desfazimento de um negócio imobiliário. A dívida, representada por dez notas promissórias, somava R$ 255 mil.

Conforme apurado, elas foram surpreendidas por uma emboscada e mortas a tiros, com armas de calibres diferentes. Os corpos e o veículo usado pelas vítimas teriam sido escondidos em compartimentos subterrâneos clandestinos. A investigação também identificou ações para eliminar vestígios e atrapalhar a apuração.

Mais de um ano de investigação

O trabalho durou mais de um ano e envolveu centenas de diligências: buscas em áreas rurais, levantamentos de inteligência, perícias, análises balísticas, exames em aparelhos eletrônicos, análise de dados telemáticos e financeiros, quebras de sigilo autorizadas pela Justiça e depoimentos de dezenas de testemunhas.

Participaram, com apoio da Secretaria da Segurança Pública, a Polícia Militar (PMPR), o Corpo de Bombeiros (CBMPR), a Polícia Científica (Instituto de Criminalística e IML), a Polícia Penal e a Força Nacional de Segurança Pública. A apuração teve ainda o apoio do Núcleo de Investigação Qualificada (NIQ), do Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (TIGRE), do Instituto de Identificação e de equipes da Polícia Civil e de órgãos de segurança de São Paulo.

As investigações seguem para apurar a eventual participação de outras pessoas, inclusive nos núcleos de execução, apoio logístico e ocultação de vestígios. Como em qualquer processo, vale a presunção de inocência até decisão judicial definitiva. O indiciamento não equivale a condenação, e caberá ao Ministério Público decidir se apresenta denúncia.

Fonte: Portal da Cidade Umuarama

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