Caso segue
Investigação da polícia aponta filho como mandante de homicídios de cobradores em Icaraíma
Coletiva realizada nesta terça-feira (18) em Umuarama detalha papéis da família Buscariollo no crime de agosto de 2025
Publicado em
18/08/2026 às 12:27
Atualizado em
Polícia Civil do Paraná (PCPR) apontou Carlos Henrique Buscariollo como mandante intelectual da execução de três cobradores de dívida e de um intermediário local em Icaraíma, crime ocorrido em 5 de agosto de 2025. A informação foi divulgada durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira (18), na 7ª Subdivisão Policial (7ª SDP) de Umuarama, com participação dos delegados Leonardo Rodrigues Martinez, Thiago Andrade e do delegado-chefe Izaias Cordeiro de Lima.
Segundo as investigações, as quatro vítimas — Robishley Hirnani de Oliveira, Rafael Juliano Marascalchi, Diego Henrique Affonso e o intermediário Alencar Gonçalves de Souza — foram emboscadas quando buscavam receber valores referentes a notas promissórias não pagas pela família Buscariollo.
De acordo com a polícia, Carlos Henrique teria ordenado os assassinatos, enquanto o pai, Antônio Buscariollo, de 67 anos, e o irmão, Paulo Ricardo Costa Buscariollo, de 23 anos, atuaram como executores, atirarando contra eles dentro de uma caminhonete Fiat Toro.
Terceiro irmão é incluído no rol de investigados
Um terceiro irmão, Carlos Eduardo Buscariollo, que já cumpre pena em regime fechado por tráfico de drogas, também foi formalmente integrado ao grupo de investigados, sob suspeita de participação no núcleo da família.
Antônio Buscariollo e Paulo Ricardo Costa Buscariollo foram presos na madrugada desta terça-feira, após mais de um ano foragidos. Os dois foram localizados em um sítio na zona rural de Rio das Pedras, em São Paulo, após levantamentos de inteligência e monitoramento conduzidos pela polícia. Carlos Henrique já havia sido detido anteriormente em Santa Bárbara d'Oeste, também no interior paulista.
Delegado explica dificuldade de obter testemunhas na região
Durante a coletiva, o delegado Leonardo Martinez detalhou a dificuldade inicial da investigação em obter informações no distrito de Vila Rica do Ivaí e arredores. Segundo ele, a presença da família Buscariollo na região Noroeste do Paraná era historicamente associada a crimes de grande porte, incluindo suspeitas de tráfico internacional de armas, entorpecentes e contrabando.
O delegado afirmou que o temor de represálias contribuiu para o silêncio de moradores, dificultando relatos sobre movimentações estranhas na região, incluindo a descoberta tardia da caminhonete das vítimas, enterrada em um bunker subterrâneo próximo à propriedade da família.
Izaias Cordeiro destaca resolução do caso pela equipe
O delegado-chefe Izaias Cordeiro de Lima destacou o trabalho da equipe da 7ª SDP na condução das investigações, ressaltando que o caso foi resolvido apesar da pressão pública e da complexidade das apurações ao longo de mais de um ano. Já o delegado Thiago Andrade apresentou um retrospecto cronológico dos fatos, desde a negociação da propriedade rural até a descoberta dos corpos, enquanto Leonardo Martinez tratou da dinâmica da investigação e dos próximos desdobramentos do caso.
Polícia investiga rede de apoio à fuga da família
Com os quatro principais suspeitos sob custódia, a Polícia Civil direciona agora os trabalhos para duas frentes de investigação. A primeira busca identificar pessoas que ofereceram guarida, apoio financeiro e suporte logístico para manter os criminosos escondidos por mais de um ano, inclusive driblando as buscas da Difusão Vermelha da Interpol, à qual os nomes de Antônio e Paulo Ricardo haviam sido incluídos em julho.
A segunda frente busca esclarecer a real propriedade do sítio em Rio das Pedras, onde pai e filho foram localizados, para determinar se o imóvel foi adquirido pela família ou pertence a possíveis parceiros que auxiliaram no esconderijo.
Defesa nega participação de Carlos Henrique no dia do crime
Em nota, os advogados de defesa dos réus informaram que aguardam a realização da audiência de custódia e afirmam possuir elementos capazes de comprovar que Carlos Henrique não estava em Icaraíma no dia da emboscada que resultou na morte das quatro vítimas, sustentand que a defesa possui elementos para demonstrar essa circunstância, e que ela será apresentada e comprovada no momento processual adequado.
Fonte: Portal da Cidade Umuarama
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