sem aula
Após assembleia, servidores da UEM entram em greve por tempo indeterminado
Segundo representantes do movimento grevista, serviços de saúde serão mantidos; alunos ficarão sem aulas a partir desta quarta
Publicado em
27/06/2019 às 05:56
Atualizado em
Em assembleia realizada no Restaurante Universitário (RU), os servidores da Universidade Estadual de Maringá (UEM) aprovaram, nesta quarta-feira (26), o início da greve por tempo indeterminado.
Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino de Maringá (Sinteemar), José Maria Marques, os portões da universidade serão fechados.
“A partir de agora, a Universidade Estadual de Maringá fecha as suas portas até o governo nos atender”, armou ele, explicando quais serão os próximos passos dados pelo sindicato.
“Agora vamos formar o comando de greve, vamos formar as comissões para dar corpo ao movimento. Os servidores da Universidade Estadual de Maringá, por ampla maioria, por mais de 80%, aprovaram o início a greve a partir desta quarta, somando-se ao movimento estadual pela recomposição dos salários. Apenas a inação já está acumulada em 17,4%. O governo do estado tem que dar uma resposta aos servidores. Não pode simplesmente deixar do jeito que está”, completou.
A CBN perguntou por que uma greve em tão pouco tempo de governo e a resposta foi que o governador, quando candidato, disse conhecer a situação financeira do estado e armou que era possível conceder reajuste neste primeiro ano de governo.
Em nota, a assessoria do governador disse que “o Governo do Paraná segue aberto ao diálogo com os sindicatos dos servidores do Estado e aguarda o m da manifestação iniciada nesta terça-feira (25) para a retomada das conversações sobre questões relativas à folha salarial do funcionalismo”.
Vestibular
A manutenção das provas do Vestibular de Inverno 2019 foi tema discutido durante a reunião desta quarta-feira (26) com o comando da greve. O presidente do Sinteemar, José Maria de Oliveira Marques, e o presidente da Sesduem, Edmilson Aparecido da Silva, adiantaram que, durante o período de paralisação, qualquer atividade a ser realizada nos câmpus da Universidade será submetida para avaliação do comando de greve.
Assim, a Reitoria da universidade informou que encaminhou ofício formalizando o pedido para que as provas do Vestibular de Inverno possam ser aplicadas nos dias 14 e 15 de julho, conforme programado.
Confira na íntegra a nota emitida pela Reitoria da universidade:
“A Reitoria da Universidade Estadual de Maringá se solidariza e reconhece a legitimidade das reivindicações dos docentes e agentes universitários que, em Assembleia Geral Unificada, votaram pela deflagração da greve na UEM a partir desta quarta-feira, dia 26 de junho.
Nossa preocupação agora é manter as atividades essenciais em funcionamento, bem como a preservação do direito de ir e vir, assegurando o acesso à Universidade. Nesse sentido, iremos dialogar com o comando do movimento grevista para, juntos, encontrarmos uma solução possível.
A Reitoria da UEM também se dispõe a contribuir, junto com os demais reitores das universidades estaduais paranaenses, na interlocução com o Governo do Estado buscando sempre o diálogo e a negociação quanto à pauta apresentada pelo movimento grevista, cujo ponto principal é a reposição de parte das perdas salariais.
Julio Cesar Damasceno - Reitor
Ricardo Dias Silva - Vice-Reitor”.
Fonte: Com GMC Online e Assessoria
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