DIREITOS
Lideranças discutem ações de combate à violência com a mulher em Umuarama
A campanha 'Agosto Lilás' começa a valer a partir de 2019 e pretende sensibilizar a comunidade sobre a violência doméstica e familiar
Publicado em
28/08/2018 às 02:56
Atualizado em
O Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (CMDM) reuniu entidades parceiras para um café da manhã, nesta terça-feira, 28, para destacar as ações de combate à violência contra a mulher, especialmente pelo advento da recente lei 4.280/2018, que criou a campanha Agosto Lilás. A proposta é levar às escolas ações visando sensibilizar a sociedade sobre a violência doméstica e familiar, bem como divulgar a Lei Maria da Penha no município.
Abrindo a reunião, a presidente do Conselho Municipal dos Direitos do Idoso, Sebastiana Ruiz Garcia, destacou dispositivos como a Patrulha Maria da Penha – já criada no município, mas ainda não implantada por falta de estrutura – para monitorar e proteger mulheres com medida protetiva; o trabalho do CRAM (Centro de Referência e Assistência à Mulher); a própria Lei Maria da Penha e as ações previstas com a campanha Agosto Lilás, a partir do ano que vem.
“A aprovação da lei é muito recente. Espero que em 2019 tenhamos equipes capacitadas para fazer o trabalho de conscientização nas escolas. É necessário reunir pessoas com disponibilidade e preparo para auxiliar o conselho municipal, que tem poucos integrantes”, disse Sebastiana. A presidente do CMDM, Jônia Piveta, agradeceu a presença dos parceiros, “que contribuem para diversas conquistas para as mulheres”, e lembrou que entre as ações realizadas merecem destaque o 8 de Março (Dia Internacional da Mulher), os 16 dias de ativismo e agora o Agosto Lilás.
Em nome do prefeito Celso Pozzobom, a secretária da Assistência Social, Izamara Amado de Moura, falou das dificuldades enfrentadas pelo setor no atendimento à mulher, do aumento nos números da violência doméstica e também de avanços obtidos. “O número de atendimentos no CRAM tem aumentado, mas acreditamos que não devido ao crescimento da violência, mas à consciência das mulheres que não estão mais aceitando essa situação e têm procurado socorro”, apontou.
A secretária afirmou que a violência doméstica não tem nível nem classe social, ocorrendo em todos os meios, e que as mulheres que buscam ajuda devem ser acolhidas com respeito e carinho, “para que a vida delas possa de fato ser transformada”. Colocou a secretaria à disposição do conselho e agradeceu a atuação de cada parceiro nessa frente contra a violência à mulher. Também participaram a presidente da Câmara, vereadora Maria Ornelas, a delegada da mulher em Umuarama, Isabelle Freitas Rodrigues, a vereadora Ana Novais, e representantes de várias entidades, divisões e conselhos municipais.
Fonte: PMU
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