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Gabarito em Branco

Umuarama é alvo de mandados do GAECO em operação que apura fraude em concursos públicos

A investigação foi instaurada com a finalidade de apurar supostas irregularidades em certames ocorridos em 2023 e 2024, no estado de Santa Catarina

Publicado em 02/06/2026 às 09:02
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Investigação de Santa Catarina cumpre ordens judiciais no Paraná com apoio do MPPR; esquema envolve fraudes em certames e possíveis crimes eleitorais (Foto: Ministério Público de Santa Catarina)

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), em apoio à Promotoria Eleitoral de Araranguá (SC), deflagrou na manhã desta terça-feira (2) a Operação Gabarito em Branco. A ofensiva tem como objetivo apurar um esquema de possíveis fraudes e irregularidades em concursos públicos e processos seletivos.

Embora o foco das fraudes esteja concentrada em Santa Catarina, a operação possui ramificações no Paraná. Ao todo, estão sendo cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em residências e sedes de empresas espalhadas por quatro municípios: Maracajá (SC), Meleiro (SC), Cascavel e Umuarama.

De acordo com o GAECO, as investigações miram especificamente os processos de concursos públicos promovidos em 2023 e um processo seletivo organizado em 2024. O nome da operação, "Gabarito em Branco", faz alusão direta à tática que teria sido adotada pelos envolvidos para manipular os resultados e garantir a aprovação ilegal de determinados candidatos.

Além das fraudes administrativas nos certames, o transcorrer das investigações trouxe à tona indícios contundentes da prática de crimes eleitorais conectados ao esquema, ampliando o escopo da apuração. As buscas realizadas nesta manhã visam identificar todos os beneficiários e a empresa prestadora de serviços contratada para os exames.

Por se tratar de uma ação interestadual, as equipes do GAECO de Santa Catarina contam com o apoio operacional do GAECO do Ministério Público do Paraná (MPPR) para o cumprimento das ordens judiciais em Umuarama e Cascavel.

A Polícia Científica catarinense também acompanha os trabalhos para assegurar a integridade e a correta preservação da cadeia de custódia de todos os documentos, computadores e mídias digitais recolhidos.

Todo o material apreendido passará por exames periciais detalhados. Os laudos técnicos serão posteriormente analisados pela equipe de investigação para determinar os próximos passos do processo. Por determinação legal, o caso tramita em segredo de Justiça, e novas informações só serão liberadas assim que houver a publicidade dos autos.

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