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Mãe mostra poder do parto humanizado em vídeo emocionante gravado em Umuarama

Ana Claudia Gasques Girotto Fransolin, de 29 anos, emocionou a todos ao dar à luz uma menina em uma sala especial para esse tipo de parto; assista

Postado em 22/06/2020 às 17:22 |

O nascimento de um filho é inesquecível para qualquer mãe. É cada vez mais comum fotógrafos estarem presentes para registrar esse momento. Um vídeo publicado nesta semana viralizou ao mostrar um parto emocionante realizado no Hospital Cemil em Umuarama.

O vídeo, produzido pela fotógrafa Thiara Souza e compartilhado pela enfermeira obstetra Daysi Mara Ribeiro, mostra o momento em que uma mulher dá à luz a filha dentro de uma banheira. A mãe empoderada é a Ana Claudia Gasques Girotto Fransolin, de 29 anos, e impressiona nas imagens a forma como consegue retirar sozinha a própria filha, com incentivo da equipe multiprofissional que a acompanha.  


Daysi Mara Ribeiro, que fez parte da equipe que acompanhou a mãe, lembra do momento, e de que é esse efetivamente o objetivo do parto humanizado, colocar a mulher em protagonismo e respeitar suas vontades. “Ela deve ser protagonista do processo de gerar e parir. Quando acompanhamos um parto humanizado, entendemos que ele é um processo natural e o respeito pelas escolhas da parturiente é o pilar desse processo”, explica.

De acordo com ela, os profissionais estão presentes para acolher, acompanhar e interferir apenas quando é necessário. “O parto humanizado por ser, ou não na água, dependendo da escolha da mãe. A água, seja em imersão, como na banheira ou no chuveiro, é um recurso para alívio natural da dor no parto e muito utilizado pelos profissionais que atendem parto normal”, esclarece.

Os partos são acompanhados inicialmente em casa até que haja uma evolução, e então são transferidos para o hospital. Em casa, a paciente é acompanhada por enfermeira obstetra e doula e esses profissionais são de escolha da paciente, são contratados de forma autônoma.

“Outra vertente da humanização é que não haja conflito de interesse entre os profissionais que atendem o parto. Não existe uma equipe específica, além da doula, enfermeira obstetra, médico obstetra, pediatra e outros profissionais, podem também compor as equipes fisioterapeuta pélvica, acupunturista e fotógrafa, de acordo com o caso de cada parto ou o desejo da gestante”, conta.

Em Umuarama

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o índice razoável de cesáreas é de 15% dos nascimentos. No Brasil, 55,6% dos 2,9 milhões de partos realizados anualmente são cirúrgicos. Segundo a enfermeira, em Umuarama essa realidade não é diferente. O índice de cesáreas ainda é maior do que o de partos normais, mas é uma realidade que está se transformando aos poucos. “Esse movimento tem crescido muito no Brasil. Em Umuarama, o crescimento nos meus atendimentos foi superior a 70% esse ano, em relação ao ano anterior”, diz a enfermeira.

Na Capital da Amizade há dois hospitais preparados para receber o parto humanizado: o Hospital Cemil e o Norospar. No Hospital Cemil, onde foi realizado o parto exibido no vídeo, há uma suíte especialmente montada para o parto normal, com banheira para imersão.

De acordo com Daysi, o primeiro passo é se informar e em seguida escolher o profissional médico que aceite acompanhar esse tipo de parto e orientar a melhor maneira de realiza-lo, de forma segura. “É um momento único, portanto, deve vivido em sua plenitude e, acima de tudo com respeito”, finaliza.

Equipe:

Obstetra: Josiani Canali

Enfermeira: Daysi Ribeiro 

Doula: Mariani Barbosa da Silva Policarpo

Pediatra: Bruna Costa

Fotografia: Thiara Souza


Fonte:

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