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Bloqueio vacinal é realizado após cachorro morrer por raiva silvestre em Pérola

A Secretaria de Estado da Saúde enviou emergencialmente para a 12ª Regional de Umuarama doses da vacina antirrábica canina

Postado em 14/09/2020 às 10:28 |

A raiva é uma doença infecciosa causada por um vírus que afeta o sistema nervoso (Foto: Reprodução/AEN)

Depois da confirmação da morte de um cachorro por raiva silvestre (transmitida por morcego), no município de Pérola, a Secretaria de Estado da Saúde enviou emergencialmente para a 12ª Regional de Umuarama doses da vacina antirrábica canina para bloqueio vacinal na área em que ocorreu o foco da doença.

O trabalho de bloqueio vacinal animal é feito com o direcionamento e supervisão da coordenação do Programa Estadual de Controle da Raiva em conjunto com as Regionais de Saúde e os municípios. 

Quando ocorre a confirmação diagnóstica da raiva em cães e gatos, esse bloqueio vacinal deve ocorrer em um tempo oportuno de até 72 horas para evitar a possível transmissão do vírus para outros animais. 

“O Paraná está há 15 anos sem registro de casos da raiva canina. Diante a situação epidemiológica do Estado, as normas internacionais não indicam campanha de vacinação contra raiva, mas sim o bloqueio vacinal na área afetada o mais rápido possível”, disse o secretário da Saúde, Beto Preto. “Após a confirmação laboratorial no município de Pérola, esta medida foi prontamente tomada de forma rápida e ágil pela Secretaria”, acrescentou. 

Além de definir o raio da localidade que teve o animal positivado com a doença e fazer o bloqueio vacinal, o trabalho da vigilância também é de orientação para a população. “Faremos o bloqueio vacinal em um raio de 5 km da origem onde o animal estava, nessa região todos os cães e gatos serão vacinados e é muito importante que os tutores de animais domésticos mantenham a vacinação contra a raiva em dia”, alerta a coordenadora do Programa Estadual de Controle da Raiva, Tatiane Cristina Brites Dombroski. 

Transmissão

A raiva é uma doença infecciosa causada por um vírus que afeta o sistema nervoso. A transmissão da raiva ocorre através da saliva de um mamífero infectado, sobretudo através da mordedura de animais. 

A maioria dos acidentes antirrábicos acontece pela mordedura de cães, gatos ou contato com morcegos. Nesses casos, a pessoa deve ser encaminhada imediatamente a uma unidade de saúde para avaliação do caso e, se necessário, iniciar o tratamento profilático. 

“É importante destacar que qualquer acidente com morcegos ou animais domésticos, como gatos e cachorros, exige a procura imediata de uma unidade de saúde para avaliação do caso,” destacou a coordenadora. 

Ainda segundo ela, o Paraná tem estoques suficientes de soros e vacinas para o tratamento quando necessário. 

“Se o tratamento for realizado em tempo hábil e seguindo o protocolo de atendimento é possível que a pessoa que teve contato com o vírus não desenvolva a doença. Por isso, todos os profissionais devem estar atentos ao histórico do paciente e também observar o comportamento do animal que provocou o incidente”, acrescentou. 

No caso de sofrer qualquer tipo de agressão por animais mamíferos: 

Lave o ferimento imediatamente com água corrente e sabão. 

Procure rapidamente uma unidade de saúde. 

Faça o tratamento quando for indicado sem faltar às vacinações. 

Não matar os animais agressores.

Os animais silvestres têm importância na ecologia e no equilíbrio ambiental. São protegidos por lei federal nº 9.605/98.

Fonte:

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