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Polícia Federal deflagra operação contra núcleo financeiro do PCC em Umuarama

Cerca de 180 policiais cumprem 55 mandados de busca e apreensão e 30 mandados de prisão em onze municípios paranaenses

Postado em 06/08/2019 às 08:33 |

O nome da operação faz referência a uma jogada de xadrez em que uma peça, quando ameaçada de captura pela peça adversária (Foto: Vagner Rosário)

A Operação Cravada, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta terça-feira (6), pretende desarticular o núcleo financeiro do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa com ramificações dentro e fora dos presídios. O grupo seria responsável pelo gerenciamento e emprego de valores para financiamento de crimes nos estados do Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Acre, Roraima, Pernambuco e Minas Gerais.

Ao todo, cerca de 180 policiais federais cumprem 55 mandados de busca e apreensão e 30 mandados de prisão em onze municípios paranaenses (Curitiba, São José dos Pinhais, Paranaguá, Centenário do Sul, Arapongas, Londrina, Umuarama, Pérola, Tapejara, Cascavel e Guarapuava) e seis no estado de São Paulo (Praia Grande, Itapeva, Osasco e Itaquaquecetuba, Hortolândia e São Paulo). A ação inclui também o presídio de Valparaíso (SP), além de outras localidades nos estados do Mato Grosso do Sul, Acre, Roraima, Pernambuco e Minas Gerais. As ordens judiciais foram expedidas pela Vara Criminal de Piraquara.

Dos 30 mandados de prisão, oito são cumpridos em presídios, sendo três em São Paulo, um no Mato Grosso do Sul e quatro no Paraná.

A ação conta com o apoio do Ministério Público do Paraná (MP-PR), Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado de São Paulo (Gaeco-SP), Departamento Penitenciário Federal, Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo e Polícia Militar de São Paulo.

Investigação

Segundo a PF, a investigação teve início em fevereiro deste ano a partir de informações que apontavam a existência de uma espécie de núcleo financeiro da facção criminosa estabelecido na Penitenciária Estadual de Piraquara.

Verificou-se que o núcleo é responsável por recolher e gerenciar as contribuições para a Facção Criminosa em âmbito nacional. Os pagamentos – também chamados de “rifas”- eram repassados à Organização Criminosa por intermédio de diversas contas bancárias e de maneira intercalada, com uso de medidas para dificultar o rastreamento. A investigação indica a circulação de aproximadamente R$ 1 milhão por mês nas diversas contas utilizadas em benefício do crime.

Foram identificadas e bloqueadas mais de 400 contas bancárias suspeitas em todo o país. Os valores que transitavam entre as contas bloqueadas eram utilizados para pagar a aquisição de armas de fogo e de entorpecentes para a facção, além de providenciar transporte e manutenção da estadia de integrantes e familiares de membros da Facção em locais próximos a presídios.

Os investigados devem responder, na medida de suas participações, pelos crimes de Tráfico de Entorpecentes, Associação para o Tráfico, Organização Criminosa, entre outros.

Operação cravada

O nome da operação faz referência a uma jogada de xadrez em que uma peça, quando ameaçada de captura pela peça adversária, fica impossibilitada de se mover, em razão de haver uma peça de maior valor em risco. De igual forma, conforme a PF, a operação deflagrada visa sufocar as reações das lideranças de Facções Criminosas, atingindo os núcleos importantes de comunicação e de gerenciamento financeiro.

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