Portal da Cidade Umuarama

Polícia Civil investiga suspeita de venda de bebê na região de Maringá

Postado em 19/05/2017 às 14:27 | Atualizado em 06/12/2017 às 20:25

De acordo com denúncia anônima o recém-nascido foi vendido por R$ 1.600 à família de Maringá (Foto: Ilustrativa) (Foto: )

Maringá - Uma mãe de Sarandi – na região metropolitana maringaense – é suspeita de ter vendido o filho por R$ 1.600 a uma família de Maringá (a 164 quilômetros de Umuarama). A denúncia foi feita ao Conselho Tutelar de forma anônima e a Polícia Civil investiga o caso. A criança nasceu na segunda-feira (15) e está recolhida em um abrigo.

A história desse caso é complicada, segundo o conselheiro tutelar de Maringá Carlos Bonfim, pois não há ainda afirmações dos envolvidos.

Na tarde de quinta-feira (18), a unidade do conselho de Sarandi recebeu a denúncia de que a mulher, que tem outros três filhos, teria comercializado o recém-nascido a um casal maringaense. A equipe, então, acionou os conselheiros de Maringá, que descobriram que a criança havia nascido no Hospital Santa Casa e que a mãe deu o endereço de uma casa em Maringá como a residência dela.

Ao chegar no local, a mulher não foi encontrada. “Na casa, havia uma senhora que afirmou que a filha dela teria o contato do casal que estava com a criança. Ela nos passou e conseguimos falar com eles. O rapaz disse que era o pai do menino, mas ao chegar à delegacia, ele alterou a versão e disse que a mãe da criança teria dito que ele era o pai e que ele não sabia se era”, detalha Bonfim.

O conselheiro conta, também, que a companheira do homem acompanhou toda a gravidez da mãe da criança. “Ela ajudou com comida, dinheiro e até se apresentou como tia [do bebê] na Santa Casa e acompanhou o parto.”

A mãe foi encontrada na casa dela, em Sarandi. Ela disse ao Conselho Tutelar que o casal havia sequestrado a criança, fato negado pelos dois maringaenses.

“Ela foi levada à delegacia e sustentou a versão do rapto, mas a gente praticamente já descartou essa hipótese, pois ela não procurou a polícia em nenhum momento para registrar o boletim de ocorrências”, relata Carlos Bonfim. Segundo o conselheiro, a vó da criança também teria oferecido ao casal outro filho, de 1 ano e 6 meses, conforme relato do “comprador”.

O homem disse que fará o exame de DNA para saber se é o pai do bebê e a Polícia Civil vai continuar investigando o caso. O conselheiro afirmou que um familiar da mãe disse que irá ao Conselho Tutelar nesta sexta-feira (19) confirmar a negociação da criança, mas, até o final da manhã, ainda não havia se apresentado. 

A criança foi recolhida ao Abrigo Municipal de Crianças e Adolescentes em Maringá.

Fonte: odiário.com

Deixe seu comentário

Mais de portaldacidade.com

Mais Lidas