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MEMÓRIA

Saiba como diferenciar o esquecimento normal e patológico

A neuropsicóloga Soyane Marcato tira dúvidas sobre perda de memória recente

Postado em 10/04/2019 às 16:09 |

Soyane Marcato é psicóloga clínica e especialista em neuropsicologia (Foto: Portal da Cidade)

É muito comum escutar pessoas se queixando de episódios de esquecimentos, se perguntando se é normal ou se trata de uma doença que mais cedo ou mais tarde prejudicará fatalmente a memória. Qualquer caracterização do problema de memória deve ser feita com precaução, é preciso levar em conta não apenas o está sendo esquecido, como também a origem e o que agravou o problema. A perda da memória deve ser motivo de preocupação quando deixa de manifestar em episódios isolados e se transforma em dificuldade em nossas atividades diárias, dificuldades na vida familiar e atividade profissional.  A neuropsicóloga Soyane Marcato responde perguntas importantes a respeito de perda de memória. 


O que é doença de Alzheimer?

É uma doença progressiva e irreversível que afeta o cérebro, a memória, o comportamento e a identidade, dificultando a realização de atividades de dia a dia.

É normal começar a perder a memória com o avanço da idade?

Sim. O processo de envelhecimento normal é caracterizado por um declínio natural de funções cognitivas, entre elas, está a memória. A maioria dessas mudanças na memória não interferem em nossas atividades diárias e nem na qualidade de vida.

Até que ponto a falha de memória é normal?

Um fator essencial que devemos levar em conta se a perda de memória é normal ou não, é a frequência com que ocorre os esquecimentos. Pode ser normal esquecer um compromisso, mas esquecer de tomar uma medicação com frequência não é.

Quando é necessário buscar ajuda?

Soyane Marcato / Neuropsicóloga

Alerta

Quando os problemas de memória não são sérios, as pessoas costumam ter consciência deles, queixam-se, mas os familiares não acham relevantes. Entretanto, quando a pessoa não reconhece ou nega sua dificuldade com a memória e a família nota e considera significativa, pode-se estar diante de um sinal que o transtorno de memória é mais sério. É hora de buscar ajuda de um neurologista e se necessário, uma avaliação neuropsicológica!

Soyane Marcato / Neuropsicóloga


Quais sintomas poderiam servir de alerta para procurar ajuda de um especialista?

Perda de memória que afete a capacidade de realizar tarefas domésticas e do trabalho, desorientação de tempo e espaço (não saber o dia/mês/ano e o local em que se encontra, se perder em caminhos conhecidos), guardar coisas fora do lugar, dificuldade na linguagem, mudanças de humor, comportamento e personalidade, perda de iniciativa, problemas com pensamento abstrato ou até mesmo vestir-se inapropriadamente de acordo com o que o clima pede.

Há como prevenir a falta de memória?

Sim. Quanto mais estimularmos nosso cérebro com leitura, escrita, atividades físicas, jogos de tabuleiro e atividades sociais, mais reserva cognitiva teremos. Reserva cognitiva é a capacidade do cérebro de armazenar por períodos prolongados as habilidades que foram adquiridas ao longo da vida e de resistir aos prejuízos de um quadro demencial, evitando o surgimento de sintomas clínicos significativos no início da doença.

Como ela é tratada atualmente?

O tratamento é realizado por um médico especialista em Neurologia, bem como estimulação cognitiva (ginástica para o cérebro) e acompanhamento com neuropsicólogo.

O esquecimento também pode ser benéfico? 

O esquecimento também é saudável, já que não é necessário armazenarmos todas as informações que acontecem no nosso dia a dia. Como por exemplo, ao deixarmos nosso carro no estacionamento do shopping, precisamos naquele momento recordar aonde ele está, mas não faz sentido que essa informação seja armazenada após o retorno ao carro. Esquecer faz parte!


Soyane Marcato
Neuropsicóloga - CRP 08/19884
Rua Antônio Ostrenski, 3818, Zona I - Umuarama
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