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História

Clóvis Bruno é um pioneiro com duas grandes paixões: a pescaria e Umuarama

Empresário chegou na Capital da Amizade em 1963 e nunca mais foi embora, construindo uma bela história

Postado em 27/11/2019 às 20:10 |

Clóvis Bruno, de 85 anos, confessa que a pescaria sempre foi uma grande aliada, fornecendo reequilíbrio mental para continuar seus projetos (Foto: Portal da Cidade Umuarama)

Parte da história de vida do empresário Clóvis Bruno, de 85 anos, expõe que a vocação de Umuarama para agregar pessoas em torno da agradabilidade social é algo natural da terrinha desde o seu surgimento. Quando veio para a Capital da Amizade, em 1963, para gerenciar emissora do grupo Rádio Norte Paranaense, que se tornaria a Rádio Cultura, era para o administrador ficar apenas seis meses.

“Após seis meses aqui, me apaixonei pela cidade e me vi procurando casa para alugar e trazer minha esposa [Josefa Fernandes Bruno, de 75 anos] e meu filho [advogado Miguel Bruno (falecido em acidente automobilístico)]”, confessou o empresário, que aqui teve mais dois filhos: Márcia e Clóvis Bruno Filho.

Como não poderia ser diferente a um pioneiro, a visão empreendedora da família Bruno fica evidenciada no sucesso que essa alcançou no ramo da perfumaria e da cosmética. Antes mesmo de se tornar franquia, Clóvis Bruno trouxe para a Capital da Amizade, isso em 1982, a marca O Boticário, loja que se consolidou ao crescer e se desenvolver junto com Umuarama.

Além, é claro da família, Clóvis Bruno confessa que a pescaria sempre foi uma grande aliada, fornecendo reequilíbrio mental para continuar seus projetos. Hoje, após 50 anos praticando esse hobby, o barco no rio é considerado lazer, prazer e paixão. “Costumo dizer que a pescaria começa quando já estou arrumando meus equipamentos ainda em casa”, destacou o pescador.

Já com barco no Rio Paraná, em Porto Figueira, Clóvis Bruno destaca que sente o ar entrando “macio” nos pulmões e que a partir desse momento tudo se traduz em paz, tranquilidade e repouso. “Sinto uma serenidade imensa, nem quero saber se o mundo está acabando. Em muitas ocasiões o peixe é consequência. Sinto prazer, como agora em época de proibição da pesca, em apenas colocar o barco na água para passear”, destaca.

Mas neste meio século de amor ao rio e aos peixes, o empresário viu muita coisa mudar no meio ambiente, especialmente a diminuição dos peixes. Além da pesca predatória, Clóvis Bruno destaca a diminuição das matas ciliares, assoreamento e o uso de defensivos agrícolas como causas da degradação dos rios.

O empresário faz sua parte e se sente um fiscal dos rios: “Eu recolho as latinhas, lixos que encontro durante a pesca e sempre oriento meus amigos a ter consciência, respeitando inclusive a medida dos peixes que podem ser capturados”.

De carona na questão ambiental, Clóvis Bruno conclui a entrevista ao Portal da Cidade Umuarama com esperanças que as próximas gerações possam presenciar um ecossistema ainda rico em peixes, despertando nelas a paixão e paz que ele sente com a pescaria.


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