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Agronegócio

Prejuízo chega a R$ 117 milhões com estiagem e Umuarama decreta emergência

Decreto 007/2022, publicado na quinta-feira (13), tem vigência de 180 dias e tem o objetivo específico de oferecer apoio aos produtores rurais

Publicado em 14/01/2022 às 17:44

A falta de chuvas entre outubro e dezembro deixou um prejuízo de mais de R$ 117 milhões para a agricultura umuaramense (Foto: Assessoria)

O trimestre final de 2021 será lembrado pelo homem do campo como um dos mais secos das últimas três décadas. A falta de chuvas entre outubro e dezembro deixou um prejuízo de mais de R$ 117 milhões, segundo levantamento atualizado da Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente de Umuarama em parceria com o Deral (Departamento de Economia Rural). Diante desta realidade, o prefeito interino Hermes Pimentel decidiu decretar situação de emergência nas áreas do município afetadas pela estiagem.

O Decreto 007/2022, publicado na quinta-feira (13), tem vigência de 180 dias e tem o objetivo específico de oferecer apoio aos produtores rurais, que registraram grandes perdas. “Para se ter uma ideia, a média pluviométrica deste período desde 1977 é de 528 mm e tivemos agora 107 mm, ou seja, 20% do esperado. E isso em um momento crucial para a agricultura, que é a época do florescimento e o enchimento de grãos em várias culturas. O milho, por exemplo, teve perda de 100%”, comenta Cleverson Alvarenga, secretário municipal de Agricultura e Meio Ambiente.

Além do milho, as culturas mais afetadas foram as de forrageiras, com perdas de 85%, soja, com 60%, café e hortaliças, com 40%, cana-de-açúcar, com 35%, e mandioca, com 25%, resultando em prejuízos estimados em R$ 87,8 milhões. “Além disso, ainda contabilizamos danos e prejuízos na pecuária leiteira e de corte na ordem de R$ 29,3 milhões”, observa o engenheiro agrônomo Murilo Alexandre Fernandes Teixeira, diretor municipal de Agricultura e Pecuária.

A edição do Decreto 007/2022 considerou os dados incluídos no Formulário de Informações de Desastre (FIDE) e autoriza a mobilização da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (Comdec). “É um instrumento que vai promover um ambiente mais facilitado para que os produtores possam recomeçar após este período. Pimentel buscou oferecer um cenário para facilitar negociações das condições legais e amortizar prejuízos no setor”, analisou Teixeira.

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