Nesta terça-feira
Umuarama está entre os alvos de megaoperação da PF contra corrupção e contrabando
Operações Sicarius I e II cumprem 58 mandados de prisão e mira esquema que envolvia empresas de fachada, lavagem de dinheiro e cooperação internacional
Publicado em
09/06/2026 às 08:18
Atualizado em
Uma megaoperação liderada pela Polícia Federal (PF), em ação conjunta com a Corregedoria da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Receita Federal do Brasil, foi deflagrada nesta terça-feira (9). Batizada de Operações Sicarius I e Sicarius II, a ação visa desarticular uma forte organização criminosa transnacional especializada em contrabando de cigarros e importação ilegal de agrotóxicos.
O grupo também é investigado por falsificação de documentos, adulteração de placas veiculares, lavagem de dinheiro e corrupção de servidores públicos. Os mandados judiciais mobilizam as forças de segurança em 20 municípios de diferentes estados, incluindo Umuarama e grandes polos do Paraná.
Estrutura de liderança e alvos
Os alvos e medidas ordenados pela 1ª Vara Criminal da Justiça Federal de Guaíra/PR dão a dimensão do impacto da quadrilha. Ao todo, foram expedidos:
- 44 mandados de prisão preventiva e 14 mandados de prisão temporária;
- 62 mandados de busca e apreensão em residências e empresas;
- 45 mandados de sequestro de bens e bloqueio de contas bancárias;
- 5 ordens de cancelamento de CPFs e 7 de CNPJs de fachada;
- 67 ordens judiciais para abertura de procedimentos administrativos fiscais contra empresas suspeitas.
Além do Paraná, as investigações alcançam ramificações e empresas nos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Alagoas e Pernambuco. Devido ao caráter de fronteira do crime, foram autorizadas medidas de cooperação jurídica internacional para mapear bens, contas e integrantes do grupo que operam no exterior.
Cidades com cumprimento de mandados
As equipes cumprem as ordens judiciais simultaneamente em uma extensa malha de cidades:
- Paraná: Guaíra, Mandirituba, Piraquara, Fazenda Rio Grande, Cascavel, Ubiratã, Londrina, Maringá, Cianorte e Umuarama.
- Mato Grosso do Sul: Nova Andradina, Maracaju, Mundo Novo e Eldorado.
- Santa Catarina: Canelinha e Imaruí.
- Outros estados: Praia Grande (SP), Não-Me-Toque (RS), Jandaia (GO) e Belém (PA).
Como funcionava a organização
Segundo as investigações, o grupo criminoso operava com uma divisão de funções bem delineada e empresarial. Para escoar as mercadorias contrabandeadas pelas rodovias do país, os criminosos utilizavam técnicas de ocultação patrimonial. O dinheiro obtido ilegalmente era inserido na economia formal por meio de "laranjas" (interpostas pessoas) e redes de empresas de fachada, criadas especificamente para dissimular a origem ilícita e milionária do capital.
Fonte: Portal da Cidade Umuarama
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