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Projeto Memórias Vivas resgata fotos de pioneiros e preserva acervo histórico de Umuarama

Iniciativa promove a restauração de imagens raras e leva duas equipes de estudantes à semifinal da Olimpíada Nacional de História

Publicado em 16/06/2026 às 17:33
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IFPR digitaliza acervo histórico de Umuarama e leva estudantes à semifinal de Olimpíada Nacional (Foto: Portal da Cidade Umuarama/Gabriel Rocha)

O projeto de extensão "Memórias Vivas de Umuarama", desenvolvido pelo Instituto Federal do Paraná (IFPR) Campus Umuarama em parceria com a Prefeitura Municipal e a Casa Cultural Vera Schubert, está transformando a salvaguarda e o acesso à identidade local. Iniciada em 2023, a iniciativa foca na restauração e digitalização do acervo do Centro de Documentação Histórica (CEDHU). O objetivo é garantir que centenas de fotografias e registros da fundação do município fiquem guardados em segurança e acessíveis a pesquisadores de qualquer lugar do mundo.

Professora Silvia Eliane de Oliveira Basso e aluna Júlia Cia Volpini

A reestruturação do modelo de preservação foi inspirada em centros de documentação de universidades de cidades como Marechal Cândido Rondon e Guarapuava, que contam com manutenção constante e verbas integradas. Anteriormente sob a tutela da Fundação Cultural, o acervo do CEDHU está sendo transferido gradualmente para a biblioteca do IFPR, solucionando antigos gargalos de infraestrutura física e garantindo a conservação definitiva dos arquivos.

O projeto, coordenado pelos professores Silvia Eliane de Oliveira Basso e Francisco Ferreira Júnior, com a colaboração da aluna bolsista Júlia Cia Volpini e da servidora Ana Flávia Costa, atua com diversas frente de trabalho.

Júlia, por exemplo, lidera o trabalho minucioso que utiliza técnicas específicas com borrachas e pincéis macios para remover marcas do tempo sem agredir as fotografias originais. Já alunos do curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas (ADS) criaram um sistema web exclusivo que hospedará as imagens recuperadas, oferecendo consulta gratuita e irrestrita para a comunidade e historiadores.

O desafio do trabalho investigativo

A recuperação desse material vai muito além de escanear papéis antigos e guardá-los em pastas digitais. A professora Silvia Basso destaca que a ação exige um esforço complexo de apuração e checagem de fatos para dar sentido às imagens que chegam até as mãos da equipe.

"Trabalhar com um acervo histórico dessa magnitude exige, muitas vezes, um verdadeiro trabalho investigativo. Muitas fotografias chegam até nós sem nenhuma identificação de data, local ou das pessoas retratadas. Nosso papel não é apenas limpar a imagem, mas cruzar dados, buscar jornais da época e entrevistar famílias de pioneiros para descobrir o contexto real daquele registro", explica a coordenadora.

De acordo com a professora, essa complexidade é o que torna o projeto tão enriquecedor para os estudantes. "Essa investigação ensina aos alunos o valor do método científico e da precisão histórica. Cada foto recuperada com a informação correta é uma vitória contra o esquecimento", completa Silvia.

Reconhecimento nacional e exposição

O amadurecimento prático dos alunos com os documentos históricos rendeu frutos imediatos na área acadêmica. O estímulo científico gerado pelo projeto levou duas equipes de estudantes do IFPR Umuarama à 8ª fase (a semifinal) da 18ª Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB), consolidando a metodologia do campus como referência regional no ensino de história.

Como parte das ações de difusão desse resgate, o projeto promove na próxima semana a exposição fotográfica "A História de Umuarama Contada por Elas". A mostra, inteiramente dedicada às memórias e trajetórias femininas no desenvolvimento do município, será realizada no Shopping Palladium entre os dias 22 e 28 de junho, com visitação aberta ao público.

Conheça o projeto seguindo o perfil no Instagram: @memorias.vivas.de.umu

Fonte: Portal da Cidade Umuarama

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