Em 2025, o Sicoob gerou R$ 49,8 bilhões em benefícios econômicos aos cooperados. O valor representa os ganhos financeiros comparativos dos membros em razão de juros mais competitivos para suas operações de crédito, melhor remuneração para seus investimentos, condições tarifárias mais vantajosas em comparação à média do sistema financeiro tradicional e participação nos resultados das cooperativas.
O montante, uma espécie de cashback superlativo, não é uma ação promocional pontual, conforme práticas conhecidas no mercado, mas consequência natural do modelo cooperativista, em que o resultado retorna para quem dá vida ao negócio: o próprio cooperado.
A vantagem média comparativa alcançou R$ 7.352 por cooperado em 2025, o que corresponde a um acréscimo de 29,3% em relação ao apurado no exercício anterior. Além de beneficiar os associados e seus territórios, o bom desempenho em 2025 permitiu ao Sicoob destinar valor expressivo de seu resultado financeiro para fortalecer sua própria estrutura patrimonial.
Ênio Meinen, diretor de Coordenação Sistêmica, Sustentabilidade e Relações Institucionais do Sicoob, observa que gerar retorno aos cooperados, apoiar projetos coletivos locais e fortalecer a estrutura empresarial caminham juntos. “A solidez garante estabilidade, amplia nossa capacidade de investimento e nosso poder operacional, que, por sua vez, asseguram a manutenção e a extensão dos benefícios aos cooperados e às suas comunidades", destaca.
Fórmula utilizada
Para a apuração dos ganhos financeiros dos cooperados são considerados quatro componentes objetivos: o Benefício Econômico do Crédito (BEC), o Benefício Econômico dos Depósitos (BED), o Benefício Econômico de Produtos e Serviços (BEP) e o Benefício Econômico do Exercício (BEE). “O BEC, o BED e o BEE seguem metodologia definida pelo Banco Central do Brasil. No caso do BEP, a diferença é calculada a partir de pesquisa comparativa dos preços do Sicoob com os praticados pelos principais players para os correspondentes produtos e serviços”, detalha Meinen.
Ele acrescenta que se no ambiente bancário o cashback é uma estratégia comercial ocasional, sujeita a um conjunto de requisitos, no cooperativismo financeiro ele é estrutural, compondo o núcleo do negócio cooperativo. “Quando reduzimos o custo do crédito e dos serviços, ampliamos a rentabilidade dos investimentos e compartilhamos os resultados, estamos gerando valor de forma concreta, mensurável e permanente aos usuários-membros e às suas comunidades. Esse é um dos grandes diferenciais do nosso modelo societário”, conclui.