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Febre das figurinhas da Copa une gerações e cria laços de irmandade em Umuarama

Comprar pela internet é cômodo e prático, mas muitos colecionadores não abrem mão dos encontros para troca de figurinhas e um bom bate-papo

Publicado em 07/05/2026 às 16:22
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Luiz Fernando e o filho, Mateus, curtem juntos o hobbie do colecionismo (Foto: Portal da Cidade/Gabriel Rocha)

De quatro em quatro anos, uma febre acomete uma parcela considerável da humanidade a poucas semanas da Copa do Mundo. Antes do espetáculo futebolístico, entra em campo uma paixão que não tem idade: colecionar figurinhas e preencher o clássico álbum do Mundial.

Em Umuarama são diversos pontos de venda e troca. Alguns, aliás, se transformam em confrarias descontraídas, principalmente aos finais de semana. Em tempos em que as aquisições pela internet andam em voga, a procura física pelos itens colecionáveis não fica para trás.

"Tenho mais de duzentos álbuns de capa dura encomendados e pagos", revela Mayara Malfato, proprietária de uma livraria localizada na região central. O artigo da editora Panini está em pré-venda. "A procura pelas figurinhas tem sido enorme e já contamos com muitos colecionadores nos encontros que ocorrem aos sábados e domingos. A tendência é só crescer esse movimento", ressalta.

De geração para geração

Com o álbum 52% completado, a enfermeira obstetra Daysi Mara Ribeiro divide com os filhos o gosto pelo colecionismo. Principalmente o mais velho, Carlos Eduardo, de 13 anos, demonstra interesse. A caçula, Helena, de 9, também se diverte.

Tudo começou com uma coleção de cartões telefônicos, mantida organizada e impecável, ainda na pré-adolescência. Daí para os álbuns da Copa foi um pulo. Apenas em 2014, ano do Mundial no Brasil, Daysi deixou o hobbie um pouquinho de lado. "O Carlos Eduardo estava com um ano e eu às voltas com a apresentação do meu trabalho da faculdade. Ficou um pouco complicado", explica.

Para além do mero entretenimento, a enfermeira obstetra avalia que o álbum da Copa pode cumprir outras serventias, como a de ferramenta educacional. "Meus filhos, por exemplo, gostam de geografia, e temos reunidas no álbum caracteristicas de continentes e países. Muito instrutivo, além de divertido", pondera.

Legado

Com o empresário Luiz Fernando e o filho Matheus, de 6 anos, ocorre algo semelhante. Fernando vivenciou de perto as emoções da Copa do Mundo no Brasil, em 2014.

Embora a edição tenha sido traumática para a equipe anfitriã, goleada pela Alemanha na semifinal, propiciou outros grandes confrontos, como o triunfo da Holanda sobre a Espanha em Salvador, na Fonte Nova, com direito a um dos gols mais emblemáticos da história das Copas, anotado por Robin van Persie de 'peixinho'. "Estava no estádio, bem próximo, e foi de fato inesquecível", relata.

O empresário acompanha com entusiasmo a dedicação do filho em relação a completar o álbum do próximo Mundial. Ele apresentou ao Portal da Cidade Umuarama algumas relíquias, como os álbuns da Panini das Copas de 1982 (Espanha) e 1986 (México), presentes do falecido pai, que tinha o mesmo nome.

Completam o acervo os álbuns das Copas posteriores: 1990 (Itália), 1994 (EUA), 1998 (França), 2002 (Japão/Coréia do Sul), 2006 (Alemanha), 2010 (África do Sul), 2014 (Brasil), 2018 (Rússia) e 2022 (Qatar).

"O mais importante, no final das contas, é a interação familiar. Ver o Matheus pegando gosto pela coleção não tem preço", complementa.


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