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Agronegócio

Umuarama concentra 23% da área cultivada de amendoim no Paraná em ano de safra recorde

Boletim do Deral aponta que os trabalhos de campo estão concentrados na região; cenário nacional e estadual projeta marcas históricas para o grão

Publicado em 03/06/2026 às 16:42

Impulsionado pelo consumo das tradicionais festas juninas, o amendoim paranaense desponta com previsão de alcançar números históricos (Foto: Ilustrativa)

O Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgado nesta quarta-feira (3), trouxe dados altamente positivos para o agronegócio regional. Os trabalhos de campo da cultura do amendoim no Paraná estão concentrados na região de Umuarama, que se consolidou como uma das principais forças do setor ao responder por 23% de toda a área cultivada do grão no Estado.

A força da produção local se insere em um momento de otimismo no mercado. Impulsionado pelo consumo das tradicionais festas juninas, o amendoim paranaense desponta com previsão de alcançar números históricos. Em todo o Paraná, a estimativa de produção para a safra 2025/26 é de 5,6 mil toneladas. O volume estadual é liderado pela região de Paranavaí, que detém pouco mais de 50% do total, seguida pelo polo produtor de Umuarama e por outros municípios menores espalhados pelo território paranaense.

De acordo com a análise técnica do Deral, o desempenho regional e estadual acompanha uma tendência de forte expansão no país. A expectativa é de que a colheita brasileira atinja a marca recorde de 1,2 milhão de toneladas nesta safra.

“Caso esse volume brasileiro se confirme, será o maior já registrado no País, superando o recorde anterior que foi atingido na safra passada. No Paraná, os trabalhos de campo agora se concentram na região de Umuarama, responsável por outros 23% da área cultivada no Estado”, detalha o analista do Deral, Edmar Gervásio.

A relevância atual da produção na região de Umuarama reflete uma profunda transformação econômica pela qual a cultura passou ao longo das últimas décadas. Até os anos 1970, a maior fatia do amendoim colhido no Brasil era destinada à extração de óleo vegetal para a culinária doméstica.

Com a expansão agressiva da cultura da soja, que apresentou maior competitividade econômica e assumiu o domínio do mercado de óleo nacional, o amendoim foi gradualmente substituído. Essa mudança industrial forçou a cadeia produtiva a se reinventar. Fora do segmento de óleos, o grão encontrou novas e lucrativas oportunidades de mercado voltadas à indústria de doces, petiscos e ao consumo in natura, nicho que hoje sustenta a alta demanda e valoriza a produção dos agricultores umuaramenses.

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