Na manhã desta quinta-feira (14), o Sicoob Arenito e a Levo Alimentos oficializaram a assinatura de um contrato de parceria estratégica voltado ao fortalecimento da cadeia produtiva de aves. O acordo, firmado em reunião entre lideranças das duas instituições, estabelece um modelo de fomento financeiro que visa sustentar o plano de expansão da Levo Alimentos, garantindo segurança e previsibilidade ao produtor rural.
Com aportes que devem alcançar a marca de R$ 100 milhões, o acordo, classificado pelo presidente do Sicoob Arenito, Waldir Armelino Campana, como o maior contrato da história da cooperativa, foca no financiamento para construção e modernização de núcleos avícolas.
O investimento sustenta o plano de expansão da Levo Alimentos, que prevê a construção de 48 novos aviários na região de Umuarama ainda em 2026, com um cronograma que projeta mais R$ 330 milhões em aportes entre 2027 e 2029.
A assinatura do contrato consolida o Sicoob Arenito como um dos principais players financeiros do agronegócio regional. Dados apresentados durante o evento revelam o avanço da instituição em Umuarama. Com 22,10% de Market Share, o Sicoob é agora a segunda maior força em financiamentos rurais no município. A cooperativa está posicionada logo atrás do Banco do Brasil (25,80%) e supera gigantes tradicionais como a Caixa Econômica Federal e o Bradesco.
O projeto foi estruturado para garantir que o produtor rural tenha previsibilidade e foque na produtividade. O modelo utiliza o sistema de integração, onde a Levo Alimentos oferece bônus por ave e complementos de remuneração.
Para garantir a saúde financeira da operação, o Sicoob utiliza um fundo de retenção sobre os recebíveis dos lotes, permitindo que as parcelas do financiamento sejam pagas pela própria produção de forma sustentável. "O propósito é manter o espírito cooperativista vivo, gerando riqueza para o produtor e estabilidade para a indústria", destacou Michel Shoiti Tamura, gerente de negócios do Sicoob.
Projeções e oportunidades
| Período | Investimento previsto | Foco da expansão |
| Curto prazo (2026) | R$ 110 Milhões | Construção de 48 novos aviários na região |
| Longo Prazo (2027-29) | R$ 330 Milhões | Implementação de núcleos modais padronizados |
A expansão adota o chamado "projeto modal", que organiza as unidades em núcleos de quatro aviários. Para viabilizar a rapidez das obras, a parceria já conta com uma rede credenciada de três construtoras e duas fornecedoras de equipamentos, facilitando o acesso do produtor à tecnologia de ponta.
Ao unir uma indústria com forte capacidade de expansão e uma instituição financeira com sólida penetração no mercado agro, o projeto estabelece um ecossistema produtivo que gera escala, previsibilidade e riqueza para toda a região noroeste.